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''Queria ser mulherzinha''
Andréa Beltrão, que vive uma professora desiludida em Verônica,conta como é trabalhar com o marido,o cineasta Maurício Farias, e revela que adora ser dona-de-casa

TEXTO AINA PINTO

"Vou ganhar na loteria, ficar milionária, vamos ter uma casa com piscina, fazer churrasco, tomar cerveja e ser fiscal da natureza", planeja Verônica, a personagem-título do filme de Maurício Farias que entra em cartaz na sexta-feira 6. A frase é dita para animar a mãe, que está em um hospital à espera de uma cirurgia. Na pré-estreia do longa em São Paulo, no dia 29, animou também o público, provocando um riso cúmplice. Afinal, a maioria das pessoas já disse ou ouviu alguém dizer algo parecido. A ideia de inserir a frase no diálogo foi de Andréa Beltrão, a protagonista. Ela mesma falava coisas assim para divertir sua babá, na infância. "Dizia para a Cidina que, quando eu fosse rica, daria muito dinheiro para ela, que ela teria carro com motorista, mansão e muitos homens para namorar", conta Andréa, que, assim como a personagem, já foi professora. Ensinou Cidina a escrever para que ela pudesse ter uma carteira de identidade. A babá já faleceu e Andréa ganhou, anos depois, o documento de presente. Ficava em sua carteira, que foi furtada há alguns dias. "Era a única coisa de valor que estava lá."

Nas telas, Verônica passa por situações de violência extrema. Ninguém aparece para buscar um de seus alunos e ela resolve levá-lo para casa. Descobre que os pais dele foram assassinados e que o garoto corre perigo. Decide, então, protegê-lo. "A violência é o pano de fundo, um pretexto para falar de uma mulher endurecida, desiludida, cansada, e que se vê em uma situação em que tem de se aproximar de uma pessoa para salvá-la", explica Farias, o diretor e marido de Andréa. "Ela contribui muito, trazendo propostas e visões diferentes. Com a maturidade que ela está, não sei como dizer isso... Já na primeira cena, o público cola com ela, sabe que aquela personagem vai conduzir o filme." As contribuições de Andréa, que estudou em escola pública, assim como acontece agora com os seus filhos, foram além das frases inseridas no roteiro. Até os cabelos desgrenhados da personagem são obra dela. "Terminei de filmar Romance (de Guel Arraes) na sexta e só tive sábado para cortar os cabelos em casa. No domingo, começamos o Verônica", diz.

Pais de três filhos, ambos trabalham juntos há anos, mas ela não estará no próximo filme dele. "Ele vai fazer um só sobre meninos e não vou ter papel algum. Já estou arrasada. Vou fazer greve de sexo se ele não me der um papel", ri. "Ele tem um olho para mim, assim como eu tenho para ele, que é saber do que somos capazes. Por isso ele me oferece desafios como esse, que poucas pessoas me dariam, por não me imaginarem fazendo uma coisa dessas. Isso vem da nossa relação afetiva e amorosa. No dia em que deixar de ser uma coisa boa, saudável e estimulante, a gente termina com isso e passa a ser só namorado, porque namoramos muito bem", diz.

Ela não fará o próximo filme de Farias, mas participa em outros projetos. Está em cartaz no Rio de Janeiro com a peça As Centenárias, grava A Grande Família, filmou Salve Geral, de Sergio Resende, e O Bem-Amado, de Guel Arraes, e estará na minissérie Som e Fúria. E ainda arruma tempo para cuidar de um teatro, o Poeira, no Rio, dela e da amiga Marieta Severo. Ela diz gostar de administrar o local. E gosta também de inverter os papéis durante uma entrevista, fazendo perguntas. Quer saber detalhes sobre a pré-estreia, a reação do público. Ela assistiu à sessão, mas estava chateada com um problema no som. Só foi dormir depois das 6h e acordou cedo, não apenas porque tinha compromissos com a divulgação do filme, mas, principalmente, porque gosta. "Não tenho tido tempo para isso, mas adoro ir à feira, escolher flores, cutucar o mamão. Gosto de ser dona-de-casa, queria saber cozinhar, costurar e tocar um instrumento. Queria ser mulherzinha à beça", diz.

 


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