Paris é sempre Paris. Fiel ao luxo e ao glamour da moda. Com crise ou não, a capital francesa não deixa de promover os sonhos de seus estilistas. Na semana de alta-costura para o verão 2009, John Galliano resgatou os devaneios de Christian Dior nos anos 50 para criar uma coleção riquíssima em bordados e tecidos florais, inspirados em pintores clássicos como Veermer e Van Dick. Sua receita é fazer sonhar com vestidos longos elaborados com metros e metros de tecidos, cores leves e cinturas de vespa. Em tempos de recessão, os estilistas oferecem uma moda clara, fresca e luminosa com o resgate do branco. Chanel apresentou a silhueta levemente evasê e com a cintura marcada: feminina na medida exata. Assim também fez Riccardo Tisci, que abandonou o fetiche dark de Givenchy para criar uma coleção com tons pastéis. Já Christian Lacroix uniu o fascínio das francesas dos anos 30, com seus paletós, boleros e vestidos de franjas, com as damas do mediterâneo, cheias de cores e brilhos. Em Giorgio Armani Privé fica óbvio o fascínio do estilista pelo Oriente. Na coleção inspirada nas damas de Xangai, as saias têm o comprimento nos joelhos e os casacos são ajustados com lapelas e golas bem-construídas. Do Japão veio a inspiração de Elie Saab, que afirma que mesmo com a recessão, continua a desenhar grandes vestidos para suas clientes do Oriente Médio, que não abrem mão do luxo.
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John Galliano resgata os riquíssimos bordados e tecidos florais de Christian Dior
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GLAMOUR X RECESSÃO A elegância clássica dos poás direto dos anos 30 para a passarela de Christian Lacroix (1). Ombros marcados e tons pastéis na coleção de Riccardo Tisci para Givenchy (2). Damas de Xangai na passarela de Giorgio Armani Privé (3). Karl Lagerfeld trouxe o clássico branco-e-preto de Chanel (4) em looks femininos. Quimonos e vestidos ganharam bordados ricos em cristais para a moda luxuosa de Elie Saab (5)