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Juliana Paes se sai bem como a divertida Maya |
CAMINHO DAS ÍNDIAS, nova trama das 21h da Globo, representa a volta do novelão. Há tempos não se via uma história em que uma simples troca de olhares se torna um amor impossível.
A produção tem seus defeitos, como o elenco muitíssimo irregular - como, aliás, tem sido regra em todas as novelas - e as várias expressões indianas, de difícil compreensão. Mas todos os ingredientes do novelão estão ali. Tudo é colorido, os personagens se levantam e dançam sem motivo, os indianos mais velhos têm um constante ar professoral, há um núcleo cômico, uma megera que pega no pé de meia dúzia de personagens. Juliana Paes é esforçada e se sai bem como a despreocupada e divertida protagonista Maya. O problema é que Márcio Garcia está fora do tom.
O personagem Bahuan é o mais interessante da novela. Um cara bem-sucedido que não consegue se desligar da cultura que o considera o pior dos seres humanos. Mas o ator parece ter confundido drama existencial com manha de garoto mimado.
Nos primeiros capítulos, os melhores momentos foram de Rodrigo Lombardi como Raj. Está bem como o homem sério, seguidor das tradições, e que ao mesmo tempo deseja o que lhe é proibido. E em meio ao caldeirão cultural entre Índia e Brasil, modernidade e a tradição, chama a atenção o texto simples e elegante da autora Glória Perez.
Aina Pinto


