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Televisão
"Não sou mais o menino de malhação"
O ator Iran Malfitano comemora o sucesso do personagem homossexual em a favorita, reconhece que se deslumbrou com a fama no início da carreira e este ano planeja morar com a namorada

TEXTO RENATA CABRAL FOTO ALEXANDRE SANT'ANNA/ AG.ISTOÉ

Os cachos e a pinta de galã, por enquanto, foram deixados de lado. Por uma boa causa. O ator mineiro Iran Malfitano, de 27 anos, que dá vida ao playboy Orlandinho, na novela A Favorita, da Rede Globo, conta que vive o melhor momento de sua carreira. Ele se orgulha de interpretar um homossexual que diverte todas as idades. O preconceito, afirma, ainda não se manifestou nas ruas: "Antes do papel, recebia mais cantadas. Hoje, o público gay chega para elogiar", conta. Já as cartas apaixonadas das fãs e os convites para fazer campanhas publicitárias nem de longe lembram os tempos em que protagonizou o seriado adolescente Malhação como o mocinho Gui. Por outro lado, o ator conquistou a admiração e o respeito dos colegas de cena. E isso é o que vale, acredita: "Não sou mais reconhecido como 'o menino de Malhação'. Ter o aval da minha turma é a maior recompensa."

Pela segunda vez trabalhando com o escritor João Emanuel Carneiro - também autor da novela Cobras e Lagartos -, Iran reconhece a grande oportunidade que recebeu. Esta é praticamente sua estreia em horário nobre. Antes, havia feito apenas uma participação em Laços de Família, representando o personagem de José Mayer mais jovem. No início de A Favorita, a previsão era de sua participação fosse restrita a dois capítulos. Uma vez no ar, Orlandinho cresceu. "Estava morrendo de medo. Acho que a medida certa de interpretar um gay, sem ser caricato, veio com as dicas dos diretores e do elenco para não extrapolar", explica. Deborah Secco, parceira de cena, é uma das que mais contribuiu. Aliás, quando a dupla aparece na telinha, o bom humor é garantido. Vaidoso, mas avesso a cremes e tratamentos de beleza, Iran conta que, por causa de Orlandinho, faz escova progressiva de quatro em quatro meses e usa o secador como nunca. Mas se funciona para o personagem, ele não se importa com a trabalheira, diz.

Na vida real, Iran namora há nove meses a relações públicas Larissa Daher, de São Paulo, com quem planeja morar este ano. Ela é quem mais se diverte com a performance do namorado, entrega ele: "Ela brinca, diz que eu estou convencendo muito. Ou seja, perdi a moral completamente." Antes de Larissa, Iran tinha fama de mulherengo, mas reclama que não faz jus ao título. Hoje, por conta do novo amor e da vida profissional em alta, diz que prefere convidar os amigos para curtir em casa do que frequentar baladas. "Com o tempo, o entendimento do que é profissionalismo aumenta. Não quero que nada prejudique meu trabalho. Sei que sou um formador de opinião e me preocupo com isso", destaca.

Iran, que mudou-se de Vitória (ES) para o Rio de Janeiro aos 16 anos para participar da oficina de atores da Globo, e aos 19 estreou em Malhação, nem sempre foi tão responsável assim. O ator revela que não soube lidar com a fama no início da carreira e atrasou gravações por causa de noitadas e trabalhos em outros Estados. Na época de Malhação, recebia todos os privilégios em restaurantes, boates e lojas: "Não deslumbrei mais porque a família, mesmo longe, sempre esteve presente." Prova disso é a influência que os pais e irmãos têm em suas decisões. Eles foram os primeiros a saber do convite para posar nu numa revista gay, alguns anos atrás. E aprovaram. "Não chegamos a um acordo quanto ao cachê. Mas faria", revela. Feliz com o novo rumo que a carreira toma, além dos mocinhos e galãs, Iran admite que ainda é inexperiente, mas quer provar que pode surpreender ainda mais: "Quero ser um Paulo Autran, ir aos extremos", diz, ambicioso.

"Quero ser um Paulo Autran, ir aos extremos", diz o ator que faz escova progressiva e usa o secador para interpretar Orlandinho


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