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Cinema
Os homens de Glória
Atriz volta a interpretar um papel masculino em Se eu fosse você 2, conta que os homens com quem convive são elegantes, e retoma as parcerias com Daniel Filho,Tony Ramos e Chico Anysio

TEXTO AINA PINTO FOTO ALEXANDRE SANT'ANNA/ AG.ISTOÉ

Glória Pires diz que sempre teve o desejo de interpretar um homem, o que fez em Se Eu Fosse Você, blockbuster que teve 3,6 milhões de espectadores em 2006. Agora, repete a dose na continuação do filme de Daniel Filho que estreou na sexta-feira 2. Sua personagem, Helena, troca novamente de corpo com o marido, Cláudio (Tony Ramos). Na interpretação cheia de sutilezas, Glória não passa nem perto de parecer uma mulher travestida nem usa de estereótipos gestuais de um homem grosseiro. “Os homens com quem convivi e convivo, meu pai, meu marido, são sensíveis. Não conheço esse homem bruto, estúpido, a não ser como atriz que observa todo mundo, o vizinho, a pessoa na rua. Mas os homens da minha vida são muito elegantes. Meu filho também”, diz, referindo-se a Bento, de 4 anos, e rindo de si declara: “Sou aquela mãe babona que fica louca no meio da entrevista!”

O gosto pela convivência com o caçula volta à conversa, quando conta das aulas de futebol que fez para o filme. “Jogo com o Bento, coisinha simples”, ri. “Brinco de luta, de super-herói, a gente rola no chão. É um mundo novo para mim, porque tenho três meninas (Cléo Pires, Antônia e Ana). Estou amando.”

Glória e Tony Ramos no novo filme: troca de corpos

As brincadeiras têm ocorrido em solo francês. Desde o início do ano, Glória e a família vivem em Paris. “O Orlando (Morais, marido da atriz) recebeu um visto chamado ‘competência e talento’. Isso permite que ele trabalhe e more no país por três anos, renováveis”, explica. “É um presentão que Deus me deu, de estar com minha família, morando em um lugar que eu sempre amei”, conta.

Glória só vem ao Brasil para trabalhos rápidos e que coincidam com o período de férias dos filhos. “Sem a família, eu enlouqueço”, diz. A volta ao País está programada para 2010, quando fará uma novela de Gilberto Braga, autor de Dancin’ Days (1978), que a projetou como atriz, aos 15 anos, e selou a parceria com Daniel Filho. Glória lembra que não queria fazer o teste para a novela, que seria dirigido por ele. Tudo porque, anos antes, ainda criança, ela havia sido reprovada. “Ele me disse: ‘Você fez direitinho, mas eu precisava de uma menina muito bonitinha’. Isso foi complicado para mim”, conta. Mas foi Daniel quem insistiu para que ela fizesse Dancin’ Days. “Eu tinha um pé atrás com ele, porque me senti agredida. Até o dia em que falei com ele, que ficou mortificado. Ele não tinha idéia do que tinha acontecido”, conta. Desde então Glória é uma das atrizes preferidas do diretor. “Nossa relação não é apenas de trabalho. Ela me chama de irmão, mas é como uma filha”, diz ele.

Outra parceria retomada é com Tony Ramos, que já rendeu dois filmes e duas novelas. “As pessoas gostam de nos ver juntos e eu adoro. Sou fã dele”, diz ela, que também reencontrou no filme Chico Anysio. “Foi uma honra, porque eu praticamente comecei com ele, fazendo o Chico City.”

O começo foi há exatos 40 anos. “Não há muito o que falar sobre isso. A comemoração é o fato de eu estar na ativa, fazendo o que me dá prazer.” O próximo trabalho no cinema será em Lula – O Filho do Brasil, em que interpretará dona Lidu, mãe do presidente. “Encontrei a família dele, colhi informações. Era uma pessoa diferente do que eu imaginava. Foi uma surpresa e o primeiro desafio”, diz a atriz, que esteve no País apenas para o lançamento do filme e voltou a Paris a tempo para as festas de fim de ano.

Com 40 anos de carreira, atriz só volta ao Brasil para trabalhos rápidos: “Sem a família, eu enlouqueço”

 


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