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Esporte
Equipe sem fronteiras
Três gerações de corredores brasileiros se unem para enfrentar o Rally Paris-Dakar que, por causa de uma ameaça terrorista, ganha edição especial em 2009 nos cenários selvagens da Argentina e do Chile

TEXTO BRUNO DEMINCO

Fotos: HAROLDO NOGUEIRA/DIVULGAÇÃO
Marcelo Vívolo, Guilherme Spinelli e Klever Kolberg

O piloto carioca Guilherme Spinelli pode considerar-se um homem de sorte. Ele é um dos poucos no Brasil que fizeram do hobby uma profissão. Aos 36 anos, o ex-programador visual é o corredor oficial de rali da equipe Mitsubishi e prepara-se para enfrentar pela primeira vez o Rally Paris-Dakar que desta vez acontecerá na Argentina e no Chile entre 3 e 18 de janeiro. A competição que tinha como ponto de partida a capital francesa e de chegada a capital do Senegal foi adiada e migrada para a América do Sul depois de uma ameaça terrorista na Mauritânia, país islâmico da África que faz parte do trajeto original.

Spinelli começou a competir aos 18 anos por influência de um tio que era navegador. Hoje, a rotina de provas, que muitas vezes exige uma dedicação de até 12 horas atrás do volante, não assusta Guilherme. Sua mulher, a diretora de marketing Renata de Souza Ramos, também já está acostumada com o ritmo de testes e viagens. Mesmo grávida de sete meses do primeiro filho do casal, ela vai com o marido para a Argentina dia 29 de dezembro e deve passar a noite de Ano-Novo mais ansiosa de sua vida em Buenos Aires, onde será a largada da prova dois dias depois. "Ela já me conheceu assim. A gente lida bem com a situação", apazigua o piloto.

No Brasil, Spinelli conseguiu bater todos os recordes da modalidade. Mas o mérito não é só dele. Ao seu lado, o navegador Marcelo Vívolo também é merecedor de tais conquistas. Onze anos mais jovem, o campineiro conheceu Spinelli ainda com aquele olhar de admiração que um fã pode ter sobre seu ídolo. Depois de competir por hobby ao lado do pai, o industriário Ricardo Vívolo, e vencer a eterna preocupação da mãe, Vera, Marcelo foi conquistando seu espaço até ser convidado para participar da equipe de Spinelli pelo próprio piloto. Foi na estréia da dupla, no Rally dos Sertões de 2003, que eles passaram por uma das maiores provas de superação da carreira. Depois de terem capotado com o carro ainda no segundo dia da disputa, eles não desistiram, mostraram garra e conquistaram a vitória daquela edição do campeonato. Os obstáculos fazem parte da rotina. Durante cada dia de prova, além de total concentração, eles têm que lidar com as poucas horas de sono e com a comida regrada. "Não podemos parar e comer, então nosso cardápio é formado basicamente por barras de cereal, castanhas-de-caju e azeitonas sem caroço", destaca Spinelli, que se alimenta sem tem tirar a mão do volante.

O carro da equipe que vai desafiar os obstáculos na América do Sul

Para dar todo o suporte à dupla, o experiente corredor Klever Kolberg, de 46 anos, faz a coordenação e logística que a equipe precisa. Ele, que já participou de 20 edições do Paris- Dakar, foi um dos brasileiros pioneiros na competição. Kolberg se orgulha de ter plantado essa semente para as gerações seguintes. "Na minha época, não existia essa estrutura que tem hoje", compara. Ele lembra como era correr de moto na maior competição cross country do mundo ao lado de André Azevedo, adversário que acabou virando parceiro. "A gente se ajudava porque éramos pioneiros, acabamos virando amigos. Hoje, pelo menos 50 brasileiros participam da prova", diz Kolberg. Para o ex-piloto, mesmo com o novo cenário, as dificuldades continuam as mesmas e correr nas dunas pode ser a etapa da prova mais complicada para a dupla estreante, que tomou até aulas de mecânica para superar os já conhecidos obstáculos. "O importante é manter o foco, procurar sempre solucionar os problemas na hora e adotar uma postura de vencedor", ensina.


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