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Caminhão da alegria
Um dos nossos brasileirismos, carrocerias de caminhões clicadas por Rogério Cavalcanti, será tema de exposição do próximo SPFW

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COMO DISSE NA ÚLTIMA COLUNA, já estou com a cabeça em 2009.Na verdade, às vezes me pego com a cabeça em 2010! A questão é que trabalhamos simultaneamente vários projetos do São Paulo Fashion Week, e temos a alegria de pensar e programar temas muito desafiadores. Em janeiro próximo falaremos dos brasileirismos, da felicidade estampada, esculpida e cantada na identidade brasileira, que assumirá várias formas no prédio da Bienal. Em junho, será a vez da França, da paixão com que os franceses construíram a moda e sua cultura de moda, tão desejada e respeitada no mundo todo. Em 2010, vamos comemorar os 15 anos do SPFW.
E por incrível que pareça, já estamos trabalhando nesse projeto.
Nesta coluna, mostro o trabalho refinado e colorido do fotógrafo Rogério Cavalcanti, aquele que lançamos há dois anos no SPFW, com uma exposição que chamamos de "fotos roubadas", simplesmente pelo fato de que as fotos eram realmente roubadas. Posso explicar: o Rogério, durante muitos anos, entrava nos desfiles com convites de alguém, ou burlava os seguranças, ou emprestava uma credencial, enfim, praticava muitos dos truques que todos nós, da moda, já usamos para ver desfiles em Paris nos anos 80 e 90.
Quando me apresentaram a ele, disseram que eu iria adorar ver algumas fotos do SPFW. Na verdade eu pirei! Pois eram imagens absolutamente inovadoras, não só pelo aspecto do processo de execução (era ilegal) mas pelo resultado estético maravilhoso. Imediamente criamos uma exposição que foi um tremendo sucesso e, a partir dali, nunca mais esse menino deixou de trabalhar para nós, agora sem precisar "roubar", é claro. Daniela Thomas, minha amiga e guru, propôs uma nova instalação/exposição a ele para o próximo SPFW, agora com imagens de carrocerias de caminhões, e suas frases tão conhecidas e reconhecidas por todos nós. Nem preciso dizer que o Rogério se jogou nas estradas, certo? Na página seguinte, um bate-papo com ele.

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Fale mais sobre esse trabalho específico: carrocerias de caminhões.
A Daniela Thomas me chamou para fazer essa história. Quando ela me contou, achei engraçado porque eu tinha imagens de acervo que falavam muito desse universo. Foi uma coincidência. Produzi as imagens em novembro. Primeiro, fiz um levantamento para descobrir quem faz carrocerias. Andava com a câmera no carro, via um caminhão e fotografava. Num episódio louco, parei em local proibido na avenida Cidade Jardim para clicar a carroceria de um caminhão. Saía do trabalho já olhando os caminhões. Além de vários postos de gasolina, teve dois dias que peguei o carro e fui para a Dutra. Dirigi muito, pra lá de São José dos Campos, e ia parando de posto em posto, onde tinha lugar, onde tinha caminhão, eu parava. A produção desses desenhos é feita à mão, ou com aerógrafo, e são viagens absurdas, cheias de gráficos e formas coloridas. O Brasil gira em torno das rodovias. Esse desenho é muito característico, muito parecido em todas as partes do Brasil. O caminhão de Pernambuco é parecido com o de São Paulo.

Essa é a segunda vez que você tem o seu trabalho exposto no SPFW. Como se sente?
É incrível, não sei nem o que dizer. É um sonho porque eu acho que além de ser um evento superimportante para o Brasil e para o mundo, gerador de negócios e desejos, eu tenho uma ligação muito forte com o SPFW, pois foi através do evento que comecei a ter vontade de ser fotógrafo de moda. Comecei a perceber que podia fazer algo com a minha cara. Eu sabia que podia fazer algo de que realmente gostasse, que pudesse ter experimentação e que seria diferente. O que move a minha vida é a experimentação, essa vontade de testar novos materiais, técnicas. Já cheguei a usar filme vencido, usado, saliva na lente, meia-calça, papel celofane.

Como a arquitetura se desdobra na sua produção fotográfica?
Na época em que achei que não queria mais ser fotógrafo, fui procurar algo diferente, fazer uma faculdade. Queria fazer um curso que me desse visão, amplitude. Sempre soube que queria

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