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A ousadia de Giane e Paola
Reynaldo Gianecchini e Paola Oliveira contam como foi filmar entre lençóis, sobre desconhecidos que passam a noite em um motel

TEXTO AINA PINTO

MARCELO MOSCANDI
Reynaldo Gianecchini e Paola Oliveira na pré-estréia do filme em São Paulo na terça-feira 25

O strip-tease que Reynaldo Gianecchini faz em Entre Lençóis, filme de Gustavo Nieto Roa, em que contracena com Paola Oliveira, não estava previsto no roteiro. "Claro que o Renê (Belmonte, roteirista) escreveu só para a Paola", brinca o ator. "Durante as leituras, nós comentamos que ele também poderia fazer", explica a atriz. E Gianecchini, depois de uma semana, resolveu fazer. "Pedi esse tempo não para decidir se aceitaria, mas para descobrir como colocar humor nisso, porque se tentar levar a sério um strip-tease masculino fica ridículo", ri.

DIVULGAÇÃO
Os atores passam a maior parte do longa com pouca ou nenhuma roupa

O show do ator é um dos momentos do filme sobre Roberto e Paula, desconhecidos que passam a noite em um motel. Os atores ficam a maior parte do tempo nus - e essa era uma das preocupações de Paola quando recebeu o roteiro. "Uma das primeiras coisas que falei com o diretor foi como ele pretendia fazer e qual a disponibilidade dele em ser flexível diante de coisas que pudessem me deixar desconfortável", conta ela, que não pensou em se preparar fisicamente. "Vinha cuidando do corpo por causa do Carnaval. Achei que não precisava, mas quando começamos a rodar, pensei que deveria ter me preparado mais."

Gianecchini diz ter ficado tranqüilo com as cenas, mas foi ele quem argumentou contra uma imagem de nu frontal. "Foi na seqüência do strip. Era uma cena tão engraçada e achei chato mostrar. Achei agressivo, desnecessário", explica. Ele, no entanto, diverte-se ao falar sobre os bastidores. "As cenas de sexo têm esse climão na tela e, no estúdio, elas têm tudo, menos isso. É tudo picotado, você está fazendo, pára, toma um café, volta, depois pára de novo para uma mulher passar maquiagem na sua bunda, porque tem uma manchinha. É uma loucura. A gente só ri", conta. "Giane, claro, estava bem mais tranqüilo do que eu", comenta Paola.

A tranqüilidade e o humor são mesmo notórios na conversa com Gianecchini. "Eu nunca fui sério. Talvez no início da carreira eu estivesse na defensiva. Fui muito massacrado, né? Estreei verde e levei muito pancada, mas aprendi a lidar com isso", avalia. "No cinema, busco personagens diferentes daqueles que me marcam na tevê, do galã bonzinho, sofredor. Gosto de fazer humor e comecei a receber mais convites para isso depois de Belíssima."

Foi em Belíssima, novela de estréia de Paola, que eles se conheceram. Juntos, mostram que têm coisas em comum entre si e com seus personagens. "Acho importante fazer tudo intensamente, nos relacionamentos, no trabalho, nas relações familiares. Tem de ser 100%, nem que seja por cinco minutos", diz ela. "Eu sou escorpião, sou de me jogar. Tenho vontade de ser esse cara, que se joga naquela noite. Depois, a gente vê o que acontece. Sou assim na vida, faço sem pensar muito nas conseqüências", conta ele. "Escolheram duas pessoas intensas", sorri Paola.


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