- Anuncie
- Assine

 
 
 
Paulo Borges // Home
 
- Edição Atual
- Anteriores
 
- Imagens
- Frases
- Urgente
- Moda
- Estilo
- Fernanda Barbosa
- Paulo Borges
- Agito
- Aconteceu
- Celebridade
- Reportagens
 
- Cinema
- Música
- Livros
- Teatro
- Gastronomia
- Televisão
 

Atualize-se com a
IstoÉ Gente!




- Fale Conosco
- Expediente
- Anuncie
- Assine
- Loja 3
 







Domingo vale tudo!
A exposição Roupa de Domingo mergulha no histórico hábito de reverenciar o grande dia da semana

SEMPRE ADMIREI, estimulei e dei apoio às ações que levam a moda a novos patamares. Alguns desfiles do São Paulo Fashion Week são bons exemplos disso: conceituais ao extremo, se enquadram numa categoria artística e teatral que vai além do fashion comercial. Prova concreta de que essas duas searas, a moda e a arte, estão profundamente conectadas, a exposição Roupa de Domingo, idealizada por Fernando Zelman e Renato De Cara, coloca a moda lado a lado com outras áreas de conhecimento e pretende “resgatar a poética da roupa de domingo”, como explica Renato De Cara:
“Domingo é dia do Senhor. Dia de festa, de pizza, de visita e futebol. De ir à missa e à praia. De Silvio & Fausto na tevê. De ficar jogado na cama ou na grama. Dia de beber mais, de fazer jejum, oração e sacanagem... Por tudo isso, e muito mais, domingo é um dia especial! Então, já que toda lembrança é um relato, apresentamos nossas ROUPAS DE DOMINGO – uma curadoria conjunta, proposta pela Galeria Central –, mergulhadas em memórias coletivas, transbordantes de emoções! Deixe os signos irem além do coração: domingo vale tudo!”
Também envolta num pano de fundo social, a mostra entra num ciclo itinerante neste mês, com apoio do Senac, e vai percorrer diferentes localidades promovendo oficinas de artecidadã e conectando as camadas mais necessitadas da nossa sociedade com o universo das artes, moda, fotografia e design. Renato De Cara contou todos os detalhes à coluna:
*Por que Roupa de Domingo? Para resgatarmos a memória do hábito de uma roupa especial.
*Qual o apelo emocional da mostra? Justamente as lembranças que temos das situações aos domingos.
E o trabalho social? Foi uma sugestão da Galeria Central, que já tem essa preocupação em desenvolver oficinas de arte educativa para comunidades carentes.

OS ARTISTAS

Arriet Chain – artista plástica, com grande produção de gravuras. Seu trabalho mistura tela, acrílico e papel artesanal.

Cristiano – fotógrafo de moda, com imagens bem delicadas. Apresenta dois retratos de garotos, um na cama, de pijama, e outro com dois amigos saindo da praia, enrolados na toalha.

Danilo Blanco – artista plástico, apresenta uma série de lenços brancos masculinos, com técnica mista.

Edith Derdyk – artista plástica multimidia. Apresenta uma série de quatro fotografias, de detalhes de arquivos bibliográficos.

Fernando Ribeiro – artista plástico. Apresenta um quadro, com esboço de uma t-shirt, técnica mista.

Gustavo Silvestre – estilista do Recife, do casting da Casa de Criadores. Criou um vestido longo, de algodão de fralda, com aplicações de penas brancas.

Guto Lacaz – artista multi-midia. Apresenta um objeto conceitual, de papel e cabides.

Helena Carvalhosa – artista plástica. Apresenta uma assemblage, com cabide forrado de cetim, madeira antiga e minivestidos de plástico.

Jaime Prades – pioneiro do grafite em SP (participou do extinto coletivo Tupi Não Dá). Apresenta uma tevê, toda desenhada, com seus ícones reconhecíveis.

artista e professor do Senac. Apresenta um objeto que faz parte de sua tese, de arame e tecido.

J. Porangaba – o estilista J. Pig criou uma estampa com caricatura de Fausto Silva e Silvio Santos, aplicando o desenho em estampa digital.

Você trabalhou com o conceito de arte cidadã. Explique.
A arte cidadã é exatamente o envolvimento de camadas menos privilegiadas da população com as artes, principalmente a arte urbana, de rua, como os grafites. Existem muitos talentos natos que passam despercebidos simplesmente porque nunca têm a chance de se manifestar.

Mostra em parceria com a Galeria Central. Qual o grau de envolvimento? O que é exatamente a parceria? Como se deu?
A Galeria Central entrou com o tema, e então dividimos a curadoria. Eu, representando a Galeria Mezanino, chamei metade dos artistas.

Objetivo: resgatar a poética da roupa de domingo. Por quê?
Acho que a maioria das pessoas tem alguma lembrança especial dos domingos, de uma forma ou de outra.

As edições itinerantes terão complementos? Quais?
Cada espaço expositivo será analisado, agregando ou diminuindo o número de artistas convidados, dependendo da disponibilidade dos locais, dimensões, etc.

A mostra fala sobre arte contemporânea, design, fotografia e moda. Essas áreas de conhecimento são complementares? Como?
Cada vez mais tudo se mistura numa simbiose saudável de suportes e mensagens. É o que podemos ver claramente nessa mostra coletiva.

Como você enxerga o Brasil nas artes?
Temos muita gente criativa produzindo e alguns afortunados que conseguem se destacar no cenário internacional. Isso é bom para todo o mercado. Cada vez mais é preciso investir para que os intercâmbios fluam com mais facilidade.

Qual a relação da Mezanino com a V.ROM?
O projeto da Mezanino migrou da Banca de Camisetas para a V.ROM no início de 2008. Trata-se de um projeto meu, que faço com a maior dedicação. A V.ROM, atualmente, é patrocinadora e concede o espaço para as exposições.

Fale um pouco sobre os artistas/variedade de artistas que participam da mostra...
Alexandre Herchcovitch – estilista internacionalmente reconhecido, com forte apelo criativo. Seu trabalho é uma instalação com imagens de montanha-russa de parque de diversão.

1 | 2 | Próxima >>


Copyright © 2008 - Editora Três Ltda. - Todos os direitos reservados.
É proibida a reprodução total ou parcial deste website, em qualquer meio de comunicação, sem prévia autorização.
ContentStuff Media Solutions | Gestão de Conteúdo | CMS