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Sonhar mais um sonho impossível!
Nada como os grandiosos e coloridos desfiles de Paris para lembrar como é vital para a moda sonhar e se reinventar, mesmo nesses tempos sombrios de crise

Anna Piaggi, a mais sonhadora personagem da moda no mundo, é entrevistada pela equipe do SPFW TV. E o chapéu à la Piaggi, assim como o preto total, encantou os fashionistas no desfile de Yohji Yamamoto

Segundo nossos entrevistados, e não foram poucos, a explosão de cores em muitos desfiles foi o que mais marcou a temporada: dos cítricos (Junya Watanabe) aos degradês (Dries Van Noten), passando pelos tons pálidos (Stella McCartney) até o preto e branco total de Yohji Yamamoto e Comme des Garçons. Blusas, saias e jaquetas estruturadas e volumosas, nas coleções de Louis Vuitton, Lanvin, Givenchy (Ana Claudia Michels abriu o desfile e fará a campanha), ombreiras superproeminentes na Maison Martin Margiela (cujo desfile serviu para comemorar os 20 anos da marca e a despedida do estilista), e Balmain, que a cada estação chama mais atenção sob a direção do francês Christophe Decarnin. O brilhante desfile do inglês Gareth Pugh fez sua estréia em Paris e foi elogiadíssimo pela editora da Vogue Paris, Carine Roitfeld.

Os superexclusivos desfiles de Balenciaga e Comme des Garçons também fascinaram. Além de serem realizados em regiões mais remotas da cidade, as salas são superpequenas, e só recebe convite a nata da moda internacional, que sabe que dali pode surgir a próxima grande virada nos quesitos evolução, estilo e novidade. O francês Nicolas Ghesquierre fez para Balenciaga uma coleção futurista, ora com formas estruturadas nos ombros, ora fluidas como nos vestidos curtos de franjas. Conforme as modelos caminhavam pela passarela, uma luz de LED sobre elas dava a sensação de que a roupa mudava de cor. Já Rei Kawakubo, com sua Comme des Garçons, pareceu se inspirar em elementos brasileiros, como nossa música, presente na trilha sonora do desfile. O show começou com o som de bateria de uma escola de samba e depois virou uma música de candomblé. Já a roupa, de forma desafiadora, foi construída com gomos de uma bola de futebol. Mas como a própria estilista quer, não existe release explicando nada. Cada um deve entender o que quiser da coleção.

E viva o sonho! E viva Anna Piaggi, para quem dedico esta coluna.

 

Na modelo sem rosto, destaque para as megaombreiras de Martin Margiela e as da Louis Vuitton (à esq.); o verde explode no look de Junya Watanabe (acima); Ana Claudia Michels abre o desfile da Givenchy (abaixo); o colorido macacão de Dries Van Noten
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