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"Adoro feijão-com-arroz"
Longe do Brasil há 22 anos, o mineiro Francisco Costa, estilista da Calvin Klein, não abre mão do pão de queijo, faz jardinagem como terapia e pretende ter uma loja com seu nome

TEXTO BIANCA ZARAMELLA

CAUÉ MORENO

Com aquele típico jeito mineiro de quem come quieto, o estilista brasileiro Francisco Costa conquistou seu lugar no olimpo da moda mundial sem exageros e sem deslumbre. Escolhido pelo próprio Calvin Klein para assumir a direção criativa de uma das maiores marcas de moda do planeta, Francisco, ou Dedé para os íntimos, não esquece as origens. Foi na fábrica de roupas infantis da família, em Guarani, no interior de Minas Gerais, que ele descobriu a vocação. "Cresci com a tesoura na mão. O nome da nossa marca era Maria Helena Confecções. Não sabia que ia fazer moda, mas já estava fazendo. Era tudo muito natural", conta ele, que desde 2003 é diretor-criativo da grife americana Calvin Klein, um dos postos mais disputados do mercado da moda internacional. Com um jeito único de unir simplicidade e sofisticação, Francisco já levou dois troféus do Council of Fashion Designers of America como melhor estilista, considerado o Oscar da moda, além de conquistar celebridades como Eva Mendes, Liv Tyler e Scarlet Johansson com suas roupas coloridas e femininas que criaram uma nova estética para a Calvin Klein. Há 22 anos fora do País, entre cursos de moda e o trabalho nas maisons Oscar de La Renta e Gucci, onde esteve lado a lado com Tom Ford, o estilista visitou o Brasil para ser homenageado na primeira edição do Prêmio Moda Brasil, em São Paulo. "O fato de ser brasileiro sempre me deu muita força. Em Nova York só lapidei uma vontade que já tinha dentro de mim e fui fazendo o meu trabalho. A minha força vem daqui mesmo".

Como mantém as raízes brasileiras em Nova York?
Mesmo morando fora há tanto tempo, ainda carrego coisas brasileiras comigo. Quase tudo. Falo muito "uai", como todo mineiro. Quando venho para cá as pessoas acham estranho. Sempre me perguntam: 'Mas você ainda fala uai?' Falo sim e tenho tudo de brasileiro. Sou muito mineiro, muito brejeiro. Compro pão de queijo numa loja brasileira em Nova York. Adoro feijão-com-arroz.

Como é a sua rotina fora da moda?
Tenho uma vida muito normal, de casado mesmo. Tenho um namorado que vive comigo há 18 anos. A gente sai para jantar e vai muito ao cinema. Também faço jardinagem na minha casa, ou melhor, tento entender como se faz porque não sei direito. Gosto de regar, aparar e mexer com plantas. Tenho orquídeas e outras plantas. É terapia, adoro.

Tem vontade de voltar a morar aqui?
É claro que sim, mas não agora. Quero evoluir e fazer as coisas que todo estilista almeja fazer, como ter a minha marca própria, mas quero uma coisa muito nova e isso é difícil. Estamos num momento de muita oferta. As pessoas e o mercado estão muito confusos hoje.

Que toque brasileiro coloca no trabalho da Calvin Klein?
Espero que tenha tudo, né? Não me sinto ligado literalmente a nenhuma referência definida. As referências são intrínsecas ao estilista. É uma coisa que já vem com a pessoa. E essa é a melhor maneira de trabalhar.

Onde busca inspiração?
Sou curioso e estou sempre em movimento. Adoro livros de todos os tipos e filmes também. Nova York me inspira muito. Às vezes pego minha bicicleta e saio andando pela cidade. Fico um dia inteiro só olhando.

Quem é seu ícone na moda?
Existem sempre mulheres, pessoas e até designers que sempre me influenciaram. Na minha opinião, somos sempre influenciados. Se você conhece moda sabe que Chanel e outros nomes clássicos eram realmente fantásticos. O trabalho de Balenciaga, por exemplo, é único, singular e muito próprio. Para mim, isso é uma riqueza.

O que o Francisco Costa gosta de vestir?
Jeans e camiseta branca. Hoje. por exemplo, estou de azul por acaso. Me visto de uma forma muito simples, com coisas básicas mesmo.

Qual foi o momento mais marcante de sua carreira?
Saí do Brasil em 1985. Tinha 19 anos e era um brasileiro em Nova York sem falar uma palavra do inglês. Quando cheguei, resolvi fazer os cursos noturnos do FIT, Fashion Institute of Tecnology, porque eram mais baratos. Nessa época, descobri que uma associação italiana de tecidos estava promovendo um concurso entre os alunos do curso. Participei e ganhei uma bolsa completa. Foi o reconhecimento e o início de tudo. Tenho os croquis e os desenhos guardados até hoje.

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