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La vie em rose
E Marc Jacobs reina em Paris com Vuitton... Na última temporada quase que absoluto!

Paulo borges

DE TODOS OS TEMAS explorados na semana de moda de Paris, nenhum deles ficou livre de um contexto: a crise global. Alguns desfiles optaram por encarar a estiagem na economia com um pé no freio, apresentando coleções mais comerciais e seguras, sem assumir muitos riscos. Mas, definitivamente, esse não foi o caso da Louis Vuitton que, sob o comando de Marc Jacobs, entrou para o time de grifes que bateu de frente com as previsões nefastas para a economia com um desfile ousado, rico, abusado e cheio de acessórios.

E é assim mesmo que deve ser! Em tempos de crise, temos de ser mais criativos do que nunca e superar as expectativas. O desfile aconteceu num domingo gelado em Paris, no Carré Du Louvre, um espaço aos fundos do museu, já no último dia da semana de moda.

Na contramão da fama de sempre atrasar seus desfiles, Marc Jacobs dessa vez queria e conseguiu começar pontualmente às 15hs, o que acabou deixando de fora alguns convidados e fashionistas atrasadinhos. Dentro da sala toda preta um cenário em tons de amarelo, de passarela alta de areia dourada e boca de cena com bambus de onde saíam suas modelos com cabelos que pareciam poddles africanos de rabo-de-cavalo desfiadíssimos.

Já nas roupas a inspiração forte foi mesmo uma mistura de África e tribalismo, Oriente e a Paris de Yves Saint Laurent nos anos 70. Comprimentos curtos, ombros estruturados por pequenas ombreiras, obis, maxicolares e brincos, saltos altíssimos e, para a alegria e excitação das consumidoras da marca, o estilista voltou a criar ótimas bolsas nessa estação. Tudo sob a linda voz da cantora francesa Edith Piaf que ecoava na trilha sonora.

É como se Jacobs, que também desfila sua marca própria na semana de moda de Nova York, estivesse ordenando que a sua clientela combata a crise com luxo e que não se deixe levar pelas estatísticas do mercado. Ousadia pouca é bobagem. Da época em que costurava suéteres para vender de porta em porta, passando pela breve e meteórica carreira na Perry Ellis até a sua entrada na Louis Vuitton em 1997, Jacobs sempre foi reconhecido por esse traço peculiar: a ousadia.


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