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Última Parada 174
Bruno Barreto reconstitui os fatos que levaram ao seqüestro de ônibus no Rio

Filme é o candidato brasileiro ao Oscar 2009

HÁ BOAS JUSTIFICATIVAS para a escolha do mais novo trabalho do cineasta Bruno Barreto, Última Parada 174, como nosso candidato ao Oscar 2009 de filme estrangeiro: em primeiro lugar, o clã dos Barreto é bem conhecido junto à Academia de Hollywood, posto que já emplacou dois finalistas à estatueta dourada (O Quatrilho, em 1996, do irmão Fabio Barreto, e O Que É Isso, Companheiro?, em 1998, do próprio Bruno); além disso, o filme pode ser inserido num subgênero cinematográfico que a imprensa estrangeira aprecia e alcunhou de “favela movie”, do qual Cidade de Deus é o mais conhecido representante.
O roteiro de Bráulio Mantovani, que co-escreveu o famoso filme de Fernando Meirelles e é o roteirista mais requisitado e badalado do momento no cinema nacional, reconstituiu a vida do seqüestrador do ônibus 174, no Rio de Janeiro, que já havia sido um sobrevivente no notório massacre de menores na Candelária. Para acentuar a dramaticidade, ele dividiu o personagem real em dois outros, jovens cujas vidas se cruzam várias vezes por uma série de coincidências. A narrativa é comportada e segue a cartilha.
O problema é que a direção de Barreto não é íntima dos dramas apresentados, o cineasta se posiciona seduzido pela possibilidade de expiar sua própria existência burguesa com um filme que provoca catarse banal em cenas de natural contundência. Sem nenhum traço estilístico próprio, com uma condução anódina, Barreto também dá muito espaço para a trilha sonora complacente de Marcelo Zarvos tornar tudo ainda mais pernóstico. E pior: tanto o massacre da Candelária quanto o clímax do seqüestro são cenas frouxas, carentes de qualquer força cinemática. A vida real é sempre mais interessante do que a ficção, assim como o documentário Ônibus 174, de José Padilha, é muito mais cinema do que este Barreto. (16 anos)
Christian Petermann


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