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Cinema
A musa de Bergman
Em visita ao Brasil, a atriz e diretora Liv Ullmann, que foi companheira do diretor sueco, fala sobre o orgulho de ter 69 anos e das idéias feministas pela quais ficou conhecida

TEXTO MARINA MONZILLO

“Você é meu Stradivarius”, disse Ingmar Bergman a Liv Ullmann cerca de três anos atrás. O cineasta sueco (1918–2007) usou a analogia – em que ele seria o violinista e ela, o instrumento perfeito – para ilustrar quanto a atriz e diretora o completava e quanto a parceria artística entre os dois era perfeita.

AP
Liv Ullmann em abril deste ano, em Sarasota, Flórida: “No nosso mundo, a idade parece, às vezes, uma vergonha”

Liv foi amante, companheira e musa de Bergman e estrelou dez de seus filmes, como Gritos e Sussurros (1972) e Cenas de um Casamento (1976). Ela também dirigiu um roteiro dele, Infiel (2000). A artista norueguesa (que nasceu no Japão) esteve no Brasil para o relançamento de Mutações, seu diário autobiográfico escrito na década de 70 e para uma retrospectiva de sua carreira na Cinemateca Brasileira, em São Paulo. “É interessante uma pessoa do Norte como eu conversar com gente do Brasil”, declarou ela. É a segunda vez que veio ao País. A primeira, há 14 anos, foi para visitar crianças de rua quando era embaixadora da Unicef.

Aos 69 anos, Liv mantém uma beleza classuda ao estilo da francesa Catherine Deneuve. Vestindo saia social preta, camisa branca, e usando uma bolsa Chanel e os cabelos loiros presos num rabo-de-cavalo, ela conversou com jornalistas brasileiros e, logo de cara, reclamou da foto escolhida para ilustrar o pôster da mostra em sua homenagem, uma imagem de mais de 30 anos em que aparece usando um chapéu vermelho. “Essa não sou eu”, disse. E completou: “Tenho muito orgulho da minha idade, da minha experiência. No nosso mundo, a idade parece, às vezes, uma vergonha. É importante mostrar que o envelhecimento é crescimento e oportunidade de mudar”.

Por declarações como essa, a atriz já foi considerada um símbolo do feminismo. “Quando escrevi Mutações passei a ser vista como feminista, o que não foi a intenção. Nunca me vi assim, mas acredito que somos todos iguais, homens e mulheres. Não fui de queimar sutiã porque não acho que isso tenha a ver com feminismo.” O livro narra, entre outras coisas, a experiência de ser mãe solteira – Liv criou Linn, sua filha com Bergman, sozinha.

Mais do que os direitos das mulheres, a atriz defende com paixão a sétima arte: “Tive uma infância protegida, atrás de uma cerca, não conhecia o mundo. Algumas das melhores experiências que tive na vida foram na sala escura de um cinema”, revelou. “Nesse mundo em que vivemos, de distorções, computadores, tevês, políticos e generais, alguns filmes podem fazer você refletir sobre quem é”, finalizou.


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