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Quase Noite
A escritora Alice Sebold não faz concessões e volta a chocar com a história de um matricídio

Alice Sebold terá um livro adaptado ao cinema por Peter Jackson

O ESTUPRO QUE SOFREU aos 18 anos fomentou a norte-americana Alice Sebold a escrever dois romances de sucesso. A autobiografia Sorte e Uma Vida Interrompida, que em breve ganha os cinemas pelas mãos de Peter Jackson, diretor da saga O Senhor dos Anéis. A autora parecia ter exorcizado seus demônios, mas Quase Noite (Agir, 294 págs., R$ 34) indica que, seja ou não ficção, sua literatura é sombria. Alice chocou pela forma direta com que abordou a violência sexual. Aqui ela também não mede palavras e, na primeira frase, sua narradora anuncia: "No final das contas, matar minha mãe foi bem fácil".
O tema é aversivo e não é simples ser condescendente com Helen, a protagonista que assassina a mãe senil e demente e que, pelas próximas 24 horas, se confronta com as conseqüências de suas ações e reflete sobre os eventos que a levaram àquele ato desesperado. Com uma prosa fluida, em que drama e ironia andam juntos, Helen analisa seus laços familiares e revela a adoração pelo pai, morto tragicamente. É uma obra provocante, que trata o crime como uma experiência amoral e libertadora. O despudor que se apossa da personagem nada mais é que o desvario de alguém fora de prumo, em busca de socorro. Nesse beco sem saída, Helen se torna suscetível à compaixão.
Suzana Uchôa Itiberê

Li e gostei

Marcelo Serrado, ator

"Li Cem Anos de Solidão, de Gabriel García Márquez, quando era adolescente e reli há pouco tempo. Os personagens são geniais, e a cidade onde se passa a história, a fictícia Macondo, nunca saiu da minha cabeça. Outro livro dele que indico é O Amor nos Tempos do Cólera."

Cem Anos de Solidão
(Record, 400 págs., R$ 42)
O Amor nos Tempos do Cólera
(Record, 432 págs., R$ 49)


Música, Ídolos e Poder - Do Vinil ao Download
Lendário executivo da música entreabre as portas da indústria fonográfica
André Midani retrata os artistas brasileiros com generosidade

BIOGRAFIA
A HISTÓRIA DA INDÚSTRIA do disco no Brasil passa necessariamente por André Midani, um sírio que desembarcou no País em 1955, fugindo de provável convocação para a Guerra da Argélia. Confundido com executivo francês, foi contratado pela extinta gravadora Odeon para cuidar dos lançamentos licenciados pelo selo Capitol. Começava ali uma brilhante trajetória que esteve no centro da bossa nova, da tropicália, da consolidação da MPB nos anos 70 e da explosão do rock na década seguinte. História que Midani conta na primeira pessoa na autobiografia Música, Ídolos e Poder - Do Vinil ao Download (Nova Fronteira, 336 págs., R$ 39,90).
O título promete mais do que cumpre. Midani entreabre as portas da indústria fonográfica com casos e curiosidades que sustentam o interesse do leitor. Contudo, não expõe com profundidade toda a estrutura viciada de poder que rege uma gravadora, construindo ou dinamitando carreiras - talvez pelo carinho que Midani devota aos artistas brasileiros, retratados com doses altas de generosidade. Em contrapartida, ele não alivia Rod Stewart ao comentar as egotrips do cantor em vinda ao Brasil. Se o livro é bom, é porque a história de vida de Midani é tão boa que resiste à superficialidade da narrativa. Mauro Ferreira


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