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Sucesso
Um garotão de responsa
Em sua casa no rio, Márcio Garcia fala da volta à rede globo como protagonista de caminhos da índia, diz que vai estrear como diretor de cinema e espera para dezembro o nascimento de seu terceiro filho

TEXTO LUCIANA BARCELLOS

FOTOS ALEXANDRE SANTANNA/AG.ISTOÉ
Na área de lazer de sua casa no Joá, no Rio, o ator e apresentador de 38 anos diz que os primeiros fios brancos foram bem-vindos: "o cabelo branco ajuda, já que vivem dizendo que não envelheço"

A aparência é de um eterno garotão. Mas, aos 38 anos, casado há oito com a nutricionista Andréa Santa Rosa, Márcio Garcia é completamente diferente da imagem que aparenta. Quase não sai da confortável casa de seis mil metros quadrados que comprou há 11 anos no Joá, com vista para a Pedra da Gávea, no Rio. Não bebe, não fuma e detesta noitadas.

Num mundo em que os casais modernos têm no máximo dois filhos, o ator vive na contramão. O terceiro herdeiro - que deverá se chamar João ou Antônio - vai nascer em dezembro. "Sou um cara à moda antiga. Gosto de família grande", explica o ator, que é pai de Pedro, 5 anos, e Nina, 3. Márcio diz que a paternidade mudou sua vida e convive tranqüilamente com os primeiros fios de cabelos brancos que começam a despontar. "Para mim, foram muito bem-vindos! Sou meio peladão. Não tenho barba, só um bigodinho safado e um cavanhaque.

Aí o cabelo branco ajuda, já que vivem dizendo que não envelheço. Já andam dizendo que uso até botox!", brinca.

Com 18 anos de carreira, os últimos quatro passados na Record, onde comandou o programa O Melhor do Brasil, ele está de volta à Globo. Será um dos protagonistas de Caminhos da Índia ao lado de Juliana Paes. Seu contrato, de seis anos, prevê ainda o comando de um programa semanal, provavelmente aos domingos. Inquieto, Márcio se prepara para alçar vôo em outra área em 2009. Vai estrear como roteirista e diretor com os filmes O Golpe e Os Filhos do Morro. "Estou muito maduro e preparado. Estou tão seguro de que vou fazer uma coisa boa, que acho que vou surpreender", acredita.

Comenta-se que você saiu da Record porque não conseguiu o salário de R$ 300 mil e que teria optado pela Globo para ganhar R$ 180 mil...
Muita bobagem foi dita. Até que a Glória (Glória Perez, autora da novela) não me queria em papel algum. Mas não teve nada disso. Merchandising é sigilo, está no contrato. É aquela história: eu queria mais, eles queriam pagar um pouco menos. A Globo aceitou as minhas condições, eu aceitei as condições dela e a gente teve um casamento. Queria não só a questão financeira como os projetos que estão por vir.

Por que saiu da Globo no momento em que estava fazendo tanto sucesso?
Se estivesse num momento ruim, dificilmente teria ido. Seria um movimento muito arriscado. Só fui porque tinha uma proposta de ter um programa bacana e me deram toda a liberdade para criar e desenvolver.

A proposta financeira foi melhor?
Foi um conjunto de coisas, mas é óbvio que a grana contou. Foi uma proposta financeira boa. Mas sempre gostei de atuar e de apresentar. Comercialmente apresentar é melhor. Mas ficar 15 anos fazendo o mesmo programa pode não ser tão legal. Você tem que ter empolgação e motivação.

FOTOS ALEXANDRE SANTANNA/AG.ISTOÉ

Seu contrato é de ator e apresentador. É verdade que pode vir a dividir o domingo com o Fausto Silva?
Existe a idéia, sim, de se fazer um programa. Não sei se vai ser daqui a dois anos, se é exatamente no domingo e se vou pegar a primeira parte do Domingão. Mas fui contratado como ator e apresentador, e acredito que, por questões contratuais, pelo que foi conversado, pelos valores, pelo tempo de contrato (são seis anos), eles vão me aproveitar, né?

A paternidade mudou a sua vida?
Com certeza, a fase da zoeira passou. É uma questão de você se posicionar. Criar filho não é dar condição financeira, é dar amor, carinho, exemplo. Fazer o que você quer que ele faça. Não grito, não bato, falo baixo e fico da altura deles quando dou um castigo.

Faz a linha pai durão ou é mais flexível?
Tenho cuidado para não dar muito brinquedo. Mando pedir licença, dizer obrigado. Exijo que os meus funcionários não dêem nada para eles se não pedirem por favor. Eles não têm tevê nos quartos, nem computador. Só vão começar no computador quando tiverem sete anos. Priorizo a simplicidade. Faço com que eles tenham uma vida normal, com pé no chão. Aqui em casa não rola refrigerante nem para visita. Meus filhos comem muita fruta e só querem saber de comida orgânica. A minha filha come brócolis com a mão.

Andréa é muito radical em relação à alimentação de vocês?
Meu pai brinca que ela é xiita, mas ela cuida da nossa saúde. E pega até nos pés dos funcionários. Tem um caixa 2 aqui em casa, um mercado negro entre os empregados. Rola um mate, um refrigerante escondido. O bolo fica num lugar especial para a Andréa não descobrir.

Libera alguma coisa para as crianças?
De vez em quando rola uma pizza no fim de semana. E, às vezes, sorvete e chocolate.

Eles foram criados comendo bem, não gostam de bobagens.

Andréa pretende fazer parto humanizado em casa. Fica preocupado com a decisão?
Claro que fico assustado. E não vou deixar fazer apenas porque é cabeça. Vamos ver. A gente está estudando, não tem nada resolvido ainda. Vou ver estatísticas, ver vídeos de outros partos. Se tiver a certeza de que é 100% seguro pra criança, ok. Se tiver 99%, ela não faz. Estou tentando um meio termo de fazer o parto humanizado numa maternidade. Num último caso, a gente até pode fazer em casa, mas vai ter uma UTI móvel na minha porta.

Estão partindo para o terceiro filho. Sente-se na contramão dos casais modernos que têm, na máximo, dois filhos?
Sou um cara à moda antiga. Gosto de família grande. Acho que rejuvenesce. Mas vou parar no terceiro. A questão não é só você gostar, mas tem também a responsabilidade, a preocupação. O mundo de hoje não está pra peixe. Cada filho é uma nova responsabilidade.

FOTOS ALEXANDRE SANTANNA/AG.ISTOÉ
Márcio Garcia brinca com um de seus oito cachorros na casa da árvore construída por ele e seu caseiro para a festa de aniversário da filha Nina

Estão casados há oito anos. Passaram por alguma crise?
A gente brinca até hoje. Cadê a tal da crise dos sete anos? Acho que a fórmula é companheirismo, transparência, amizade. Não adianta só cama. Tem que ser brother, ouvir tudo. Aqui em casa a gente tem hora de jantar para conversar e falar sobre como foi o dia.

Por que decidiu se aventurar como roteirista e diretor? Sempre gostei muito de escrever e tenho alguns argumentos. Trabalhei em televisão, li muito. O cineasta é um cara que tem que entender de tudo, mas não precisa necessariamente se aprofundar em tudo.

Não fiz faculdade, mas vou absorvendo da minha forma, do que aprendi como ator, do que vi.

Não teme as críticas? A crítica pode ser avassaladora, não tem problema. Esse tipo de risco me agrada. Estou muito confiante porque sei que vou fazer bem. Direção é uma coisa que está comigo, incubada. É meio feio até falar isso, mas sei que a crítica espera uma coisa a meia-boca.

Mas estou muito maduro e muito preparado. E estou tão seguro de que vou fazer uma coisa boa, que acho que vou surpreender.


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