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Cinema
''Las Vegas é a minha cara''
O ator e diretor Jorge Fernando dirige seu terceiro filme, | A guerra dos Rocha, revela que sonha com uma carreira internacional

TEXTO MARINA MONZILLO FOTO CLEIBY TREVISAN/ AG. ISTOÉ

"Minha bunda caiu. Não posso mais mostrar", diverte-se o diretor

Jorge Fernando chega para a entrevista com Gente vestindo uma camiseta estampada com quadrinhos que contam a história de São Jorge. "Sou devoto", explica. "Coleciono imagens desde criancinha, tenho São Jorge de todos os tipos, em um cavalo de pau, de madeira entalhada..."

Como seu santo preferido, o ator e diretor é um guerreiro. Nascido no subúrbio do Rio, na infância já escrevia e montava peças infantis pelo bairro. A vontade de ultrapassar os limites da periferia e vencer no showbiz fez com que Jorginho se auto-apelidasse "Scarlett O'Hara de Inhaúma".

Aos 53 anos, consagrou-se como diretor de núcleo da Rede Globo, já concebeu shows de artistas como Elba Ramalho e Edson Cordeiro e é responsável por um dos grandes sucessos teatrais da década, a comédia Boom. "Os sonhos que tinha aos 14, 15 anos, eu realizei", afirma ele.

Na sexta-feira 10, seu terceiro longa-metragem estréia nos cinemas. A Guerra dos Rocha é a história de uma família que não sabe como lidar com Dina, a matriarca idosa e estabanada, interpretada por um travestido Ary Fontoura.

Quais foram os desafios de A Guerra dos Rocha?
É um filme de difícil concepção, tinha dez atores em cena, todos com uma função. E também havia o Ary (Fontoura) tendo de passar a emoção de uma mulher. Quis mergulhar no universo da solidão na terceira idade. Porque é uma solidão, né? Eu, por exemplo, faço tudo pela minha mãe (a octogenária atriz Hilda Rebello), ligo todo dia, mas tem momentos que é "Oi, não posso falar, tchau". A gente é muito egoísta.

Mas você é bem família, não é?
Sim. Almoço de domingo é sagrado. Minha irmã cuida de mim, da minha mãe, da minha tia, dos filhos, dos netos. Toma conta de quatro gerações, manda em todos. Vivo da mesada que ela me dá, ela é o macho da família. Já mamãe gosta muito de sair. Se estou com uma peça em cartaz, significa que vou vê-la toda noite.

Tem medo de envelhecer?
Minha preocupação é desamparar as pessoas. Apesar de gostar da liberdade, sou muito ligado à família. Dependo deles para a minha felicidade. Conforme a gente vai envelhecendo, começa a pensar, né? Eu sempre morei sozinho na maior. Mas agora tenho acordado à noite e pensado: "Caramba, como será daqui a 30 anos?" Talvez precise de uma enfermeira em casa.

Faria um filme mais cabeça?
Se eu gostar do roteiro, sim. Mas tem gente melhor para fazer isso. Acham comédia um gênero menor, mas desafio um monte de gente a fazer o que faço. (O diretor) Guel Arraes tem a sua grife, Waltinho (o cineasta Walter Salles) tem sua grife. A minha, o público identifica também. Você olha e pensa: 'Isso é a cara do Jorge".

Fica ansioso na estréia de um filme, peça ou novela?
Pra caramba. Só não perco o sono porque durmo pouco normalmente, vou deitar às 3h da manhã e acordo às 7h. Minhas grandes idéias são na madrugada, entre 23h e 2h é meu período fértil. Gosto de transar à tarde e trabalhar à noite (risos).

Imaginava que Boom ficaria quase dez anos em cartaz?
Tanto não imaginava que estreei em 1999 e parei 2001. Aí fiz outra peça, Aqui se Faz, Aqui se Paga. Em seis meses fui à falência.Voltei com Boom e estou até hoje. Pagou o prejuízo e me dá dinheiro até hoje. O vídeo no YouTube é um cult. Minha sobrinha de três anos me chama de vovô boom, aí, ela faz uma pausa e fala: "da". Boom..da! (risos). Porque eu mostro a bunda no DVD da peça.

Esse é um gesto famoso seu, o de abaixar as calças em público, no palco ou nos bastidores. Ainda faz isso?
Minha bunda caiu, não posso mais mostrar (risos).

Mas para quem gostaria de mostrar?
Para o Brad Pitt! (risos)

O que te deixa de mau humor?
Atraso, odeio. Como faço dez coisas diferentes no meu dia, tudo tem de começar na hora.

O que falta para a Scarlett O'Hara de Inhaúma alcançar?
Uma carreira internacional. Las Vegas é a minha cara. Aquilo lá é do demo e meu (risos). E tem o Carnaval, que sempre digo que quero fazer, mas aí quando me ligam, nem atendo o telefone, não tenho coragem. Teria de pedir umas férias na Globo. Mas dizer que eu não tenho esse sonho, que não tenho enredo rabiscado...


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