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Tributo
Para sempre Paul Newman
Morre de câncer no pulmão, aos 83 anos, o último dos galãs do quilate de Marlon Brando e James Dean

Com Robert Redford em Butch Cassidy em 1969 Com Joanne Woodward, em sua casa em Hollywood em 1958: casamento para a vida toda

Fumante inveterado, ele recebeu o diagnóstico da doença em maio

Ele foi o último dos galãs. Dos quatro lindos homens que formaram a primeira geração do Actors Studio nos Estados Unidos nos anos 50, Paul Newman despediu-se do posto aos 83 anos. Os olhos incrivelmente azuis do astro contemporâneo de James Dean, Montgomery Clift e Marlon Brando ficaram imortalizados em 54 filmes. Mas deixaram de brilhar na sexta-feira 26. Por pouco o cinema não perdeu o belo americano de Ohio para a Marinha. Em conseqüência do daltonismo, ele foi dispensado e não realizou o sonho de ser piloto durante a Segunda Guerra Mundial. Newman fez vôos mais altos. Assim como Dean e Brando, ele não negou a estirpe e interpretou nas telonas vários papéis de jovem rebelde, entre eles o pugilista Rocky Graziano, de Marcado pela Sarjeta (1956), e o prisioneiro Luke de Rebeldia Indomável (1967). Mas desde o começo mostrou que podia mais com seu humor e malícia. Entre suas atuações memoráveis, está o ex-jogador de futebol alcoólatra que resiste ao charme da personagem vivida por Liz Taylor em Gata em Teto de Zinco Quente (1958). Por seu indiscutível talento, Newman recebeu nove indicações para o Oscar e ganhou uma estatueta de melhor ator em 1986 por A Cor do Dinheiro, de Martin Scorsese. Seu último papel no cinema foi em Estrada para Perdição, em 2002, de Sam Mendes. A atuação lhe valeu mais uma indicação ao Oscar, como ator coadjuvante. Em 2006, emprestou sua voz para Doc Hudson na animação Carros, da Disney.

O título de conquistador se resumia às telas. Na vida real, ele foi na contramão do estilo de vida dos astros hollywoodianos. Seu casamento de cinco décadas com a atriz Joanne Woodward foi um dos mais longos do cinema. Ficaram juntos até sua morte no rancho da família em Westport, em Connecticut, em decorrência do câncer no pulmão. Newman era um fumante inveterado e recebeu o diagnóstico em maio deste ano. O ator também tinha um lado engajado. Desde 1982 mantinha uma linha de produtos alimentícios orgânicos e criou uma fundação para reabilitação de viciados em drogas. O astro se foi, mas o mito ficará para sempre.

O ator nos anos 50, quando sua beleza o levou ao estrelato

 


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