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Controle Absoluto
Muitas explosões e carros destruídos agradam o público adolescente

DIVULGAÇÃO
Shia LeBeouf é o protagonista chantageado por terroristas

AMBIENTADO num futuro bem próximo (2009, pelo calendário das câmeras), Controle Absoluto mostra um mundo onde tudo pode ser controlado à distância pela internet, e as pessoas são monitoradas como num Big Brother. Isso abre a brecha para que terroristas possam chantagear pessoas, obrigando-as a participar de crimes, controlando seus passos através das câmeras de segurança espalhadas por toda parte. Eles também podem abrir portas, parar trens de metrô, e provocar acidentes.

O diretor D. J. Caruso já havia abordado o tema do voyerismo em seu filme anterior, Paranóia, em que um garoto em prisão domiciliar passava a observar a vizinhança com um binóculo e testemunhava um crime. Desta vez, ele leva a paranóia ao extremo, com a história de um jovem de origem árabe (Shia LeBeouf) e uma típica mãe americana (Michelle Monaghan), que são obrigados a seguir ordens absurdas, sem saber exatamente o que estão fazendo. Ao que tudo indica, pode ser um grande atentado terrorista, na linha do 11 de Setembro, mas usando o controle remoto em lugar dos aviões.

As ordens vêm de uma voz (semelhante às irritantes gravações de atendimento automático) que liga para celulares de pessoas próximas, ou aparece em altofalantes e vai orientando cada etapa da tarefa, ao mesmo tempo em que ajuda a dupla a fugir da polícia. Tudo parece uma grande gincana, mas muito confusa. É preciso muita boa vontade para acreditar que o tal controle absoluto é possível, ou que uma organização prefira usar pessoas comuns e não terroristas treinados.

E os furos do roteiro não ficam só nisso. Os ciberterroristas só controlam a dupla central. Nada é feito para deter os policiais que os perseguem. Como qualquer pessoa que assiste ao noticiário da tevê sabe que, sem muita ciência, bandidos podem ouvir o rádio da polícia, fica difícil acreditar que terroristas tão high-tech controlem tudo menos o óbvio.

Em resumo, é um filme de aventura para adolescentes que gostem de videogames e não estejam muito interessados na realidade. Nesse caso, Controle Absoluto até diverte, pois há ação o tempo todo, muitas explosões e um festival de carros destruídos (a maioria por efeito de computador, claro). Além disso, o par central tem boa química e consegue fazer o espectador torcer por eles. (Classificação indicativa: a conferir) Marcelo Lyra


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