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Casa da Mãe Joana
Elenco afiado garante o riso em filme dirigido por Hugo Carvana

Antônio Pedro Borges, Paulo Betti e José Wilker interpretam três malandros encrencados

COMÉDIA
NO INÍCIO DOS ANOS 60, os jovens atores Hugo Carvana, Daniel Filho, Luís Carlos Miele e Roberto Maya dividiam um apartamento no bairro carioca do Leblon. A vida naquele "templo da atividade carnal", como diz Carvana, rendeu histórias impublicáveis, mas um pouco da alegria e do companheirismo daqueles anos são celebrados em Casa da Mãe Joana. É um reencontro de camaradas. Carvana está atrás das câmeras, Daniel Filho é um dos produtores, Miele e Maya fazem participações especiais. Em seu sétimo longa-metragem, Carvana se mostra um cineasta inoculado pelo vírus do riso e aqui se cerca de um elenco estelar, que expressa na tela o clima de molecagem que deve ter imperado nos bastidores.
Na trama, José Wilker, Paulo Betti e Antônio Pedro Borges são três farristas incorrigíveis que acabam de ser passados para trás pelo caçula do grupo, Pedro Cardoso. Este último fugiu com a dondoca Malu Mader e a grana do golpe que aplicaram em uma joalheria. A situação se complica quando recebem uma ação de despejo e o prazo de trinta dias para quitar as dívidas. Sem escolha, eles decidem fazer o que mais abominam: trabalhar. Betti vira "coroa de programa", Wilker se torna acompanhante do travesti paralítico interpretado por Agildo Ribeiro e Borges volta a escrever uma coluna de jornal com a ajuda de seu alter ego feminino, Juliana Paes. A zona aumenta com a chegada de Laura Cardoso e Fernanda de Freitas, a mãe caduca de um e a filha criada por índios de outro.
Esse rol de personagens amalucados é o grande trunfo da produção, pois o enredo nada tem de original, os diálogos são batidos e só convencem porque estão nas mãos de atores de primeira. Com poucas tomadas externas do Rio de Janeiro e uma ação que se desenrola basicamente no apartamento da trupe, o diretor tem dificuldade em escapar do formato televisivo. Carvana realiza uma obra despretensiosa, um passatempo que enaltece a amizade, valoriza astros veteranos e, de quebra, faz refletir sobre o cinema nacional. Sem diminuir a relevância de dramas que retratam a dura realidade do País, comédias como essa mostram que um espírito mais anárquico - pois a encrencada trinca central jamais perde o bom humor - pode ser um aliado na luta contra os problemas do dia-a-dia. (14 anos) Suzana Uchôa Itiberê


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