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Hellboy 2: O Exército Dourado
Com mais monstros e cenas de suspense bem conduzidas, o filme não decepciona

Marcelo Lyra

DIVULGAÇÃO
Ron Perlman cria um herói expressivo debaixo de grossa maquiagem

CONTINUAÇÕES de filmes de sucesso são o principal filão de Hollywood, seguidas pelas adaptações de heróis dos quadrinhos de sucesso. Assim, não é surpresa que Hellboy II: O Exército Dourado, soma das duas coisas, esteja batendo recordes de bilheteria. O demônio trazido ao mundo para destruí-lo, mas que acabou passando para o lado do bem, volta às telas para enfrentar monstros ainda mais poderosos que no primeiro filme. Isso porque o super- vilão, príncipe Nuada, planeja comandar um poderoso exército de douradas criaturas indestrutíveis. Para tanto, ele precisa tomar o lugar de seu pai e juntar as partes da coroa que permite comandar o tal exército.

Como sempre ocorre nesse tipo de superprodução, a ordem é evitar novidades, para não desagradar aos fãs. Assim, segue-se rigorosamente a receita do filme original, com muita ação, humor e efeitos visuais impressionantes. Hellboy continua desleixado, sarcástico, apaixonado por charutos, cerveja e pela heroína, Liz Sherman.

Em relação ao primeiro, o que se nota é que a produção apostou em colocar muitos monstros em cena, alguns gigantescos. Isso resulta em uma overdose de inimigos. Em certos momentos, há monstros digitais lutando contra monstros digitais, deixando a impressão de que estamos diante de um grande videogame. Mas o diretor Guillermo Del Toro tem talento e conduz bem as cenas de suspense, envolvendo o espectador.

Seu principal mérito é transpor para a tela a atmosfera dos quadrinhos criados por Mike Mignola e, principalmente, manter a característica de não se levar muito a sério. Hellboy está sempre caçoando dos problemas e entediado com a mesmice de seu cotidiano. Está mais interessado em resolver suas questões conjugais e o dever de lutar contra os monstros é um estorvo. Nesse sentido, foi uma vantagem manter Mignola como colaborador do roteiro.

Mais do que os grandes efeitos especiais, o que dá vida ao filme é o ator Ron Perlman, que precisa encarnar Hellboy, um personagem expressivo, debaixo de uma grossa maquiagem. Ele se sai bem graças a um bom trabalho de voz e olhares significativos. É uma atuação elogiável e contribui muito para o bom conjunto de um filme que, se não é tão bom quanto o original, também não decepciona os fãs. (14 anos)


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