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Luana em busca de um ninho
A atriz Luana Piovani procura uma casa no Jardim Botânico, no Rio, para morar com Dado Dolabella, planeja ser mãe no meio do ano que vem e se prepara para estrear em outubro o monólogo Pássaro da Noite

TEXTO SIMONE BLANES
FOTOS MIRO Tratamento de Imagem Heitor Florence


BODY LINO VILLAVENTURA, BOÁ E CAMISETE LOLITA E SAPATOS LINO VILLAVENTURA COM ANEL TANI JEWELS E BRINCOS MONICA PONDÉ PARA ESSENCIAL

Nem bem começou a semana e Luana Piovani já está a mil por hora. Era pouco antes das 10h de segunda-feira 11 quando a atriz chegou ao Teatro Bibi Ferreira para ser clicada pelo fotógrafo Miro. Mesmo em reforma, ela se encantou com o lugar já preparado com uma gaiola gigante e um balanço à espera de sua “passarinha”, personagem ainda sem nome do monólogo Pássaro da Noite, próximo projeto da loira, que inspirou este ensaio fotográfico. “Estou montando meu ninho”, diz. A frase resume seu momento de vida, tanto na nova peça teatral em que mergulhou quanto na relação com o ator Dado Dolabella. “A prioridade da minha vida mudou. Quero estar em um lugar gostoso, com quem eu amo, acordar, ir para uma varanda, escutar os passarinhos”, conta a atriz. Aos 32 anos, Luana se vê uma mulher mais tranqüila e segura para tomar decisões. Dirige literalmente a própria vida e dá de ombros para o que irão pensar. Essa segurança transparece em detalhes: dos palpites certeiros na maquiagem que imagina para os looks que inspiram o conceito das fotos. “Está na minha hora de vestir asas”, diz ela.

Em Pássaro da Noite, um texto de José Antônio de Souza que estréia no dia 24 de outubro, no Teatro Leblon, no Rio, ela confessa que chegou a ter medo de dar sua cara a tapa. Dirigido por Marcos Alvisi, o monólogo conta a história de uma mulher infeliz que vive presa numa gaiola que ela mesma criou pela própria mediocridade de sua vida. O espetáculo trata de assuntos polêmicos como drogas, liberdade e a hipocrisia da sociedade. Mas o medo de Luana durou menos de cinco minutos. Ela considera o trabalho um divisor de águas na carreira. “Vou fazer um monólogo porque meu trabalho de atriz é esse. Imagina se vou ficar fazendo um trabalho porque as pessoas gostam. Se não gostarem, que pena, espero que gostem do próximo.” Mas ao contrário de sua “passarinha”, ela vive uma grande fase. Apaixonada por tudo o que faz, pelas pessoas que a rodeiam, pela vida – assim reza a autodefinição de Luana, sempre pronta para alçar novos vôos.

Você está com 32 anos. Teve crise dos 30? O que mudou na sua vida?
Não tive crise dos 30. Minha vida vem mudando dos 29, 30, e agora aos 32, confesso que dá uma tranqüilidade fazer 30 e não 20. A gente consegue dar uma dimensão certa para as coisas. Não que a ansiedade acabe, mas dá uma desacelerada. Você sofre menos por coisas banais, tem mais foco do que quer. E uma vontade maior de estar mais perto de casa, dos amigos. Eu nunca casei, nunca morei com ninguém, e agora já estou com vontade de estar no mesmo lugar que a pessoa que amo, de morar junto. Já estou pensando no momento em que vou ter filhos. Não é de uma hora para outra, porque faço teatro e as peças têm um tempo de vida, mas já estou planejando, deixando as coisas menos ao acaso.

Em Família Vende Tudo você vive uma mulher submissa e agora no teatro vai interpretar uma mulher insegura. A imagem que você passa é o contrário, de ser independente e livre. Já se sentiu insegura?
Insegura, sim. Na verdade, do mesmo jeito que tenho segurança em dizer que tudo bem se as pessoas não se apaixonarem pelo projeto, também tenho uma insegurança em estar no palco sozinha fazendo uma coisa tão diferente de mim. É um universo com que não tenho muita intimidade, logo num momento de fazer um projeto tão arriscado como este. Mas é positivo porque faz com que a gente tenha sempre vontade de crescer.

Você diz que tem dificuldades em fazer cenas de sexo. Qual sua relação com sexo?
Na vida é uma relação linda, de necessidade e de prazer. Mas no trabalho eu tenho muita dificuldade. Em Família Vende Tudo, Alain Fresnot queria que eu fizesse uma cena de nu e eu disse que não faria de jeito nenhum. Eu vi uma cena do Caco (Ciocler) com a Marisol (Ribeiro) e me deu muita vergonha, não pela cena em si, mas por eu ser uma atriz e não conseguir me imaginar fazendo aquilo. Até hoje eu nunca fiz uma cena de sexo, nem de nu. No trabalho sou bem pudica. Sou a louca mais careta que eu conheço. Perdi minha virgindade aos 17 anos, e só desencanei e ganhei minha liberdade sexual quando cheguei ao Rio de Janeiro, porque lá é uma cidade mais sexual. As pessoas usam menos roupas, você conhece muita gente na praia.

‘‘Quero ter três filhos e adotar um. Já estou fazendo exames para ver se está tudo bem, e logo depois do monólogo, vou pensar em ficar grávida’’

‘‘Perdi minha virgindade aos 17 anos, e só desencanei e ganhei minha liberdade sexual quando cheguei ao Rio de Janeiro porque lá é uma cidade mais sexual’’
VESTIDO LINO VILLAVENTURA E SANDÁLIA FERNANDO PIRES COM PULSEIRA ESSENCIAL E BRINCOS TANI JEWELS

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