- Anuncie
- Assine

 
 
 
Cinema // Home
 
- Edição Atual
- Anteriores
 
- Imagens
- Frases
- Urgente
- Moda
- Estilo
- Fernanda Barbosa
- Paulo Borges
- Agito
- Aconteceu
- Celebridade
- Reportagens
 
- Cinema
- Música
- Livros
- Teatro
- Gastronomia
- Televisão
 

Atualize-se com a
IstoÉ Gente!




- Fale Conosco
- Expediente
- Anuncie
- Assine
- Loja 3
 







O Grande Dave
Eddie Murphy surpreende com humor (quase) inofensivo em ficção científica

DIVULGAÇÃO
O comediante divide-se em mais de um papel, sua marca registrada

MAIS RECENTE comédia estrelada por Eddie Murphy, O Grande Dave, retoma a inocência em sua carreira. Durante a última década, o brilho de Eddie oscilou entre muitos baixos e poucos altos. Depois de ser o comediante mais popular do cinema norte-americano nos anos 80 e início dos 90, ele se reinventou como astro de comédias familiares com os primeiros O Professor Aloprado (1996) e Dr. Dolittle (1998). De relevante, nos últimos anos, houve apenas a excelente dublagem do burro na série Shrek e a indicação ao Oscar de ator coadjuvante por um raríssimo papel dramático em Dreamgirls (2006). Mas depois de Showtime (2001), em que contracenou com Robert de Niro, Eddie protagonizou uma série de comédias de gosto duvidoso, cujo auge foi o execrável Norbit, do ano passado.

Como O Grande Dave é dirigido pelo mesmo Brian Robbins que cometeu Norbit - e que já trabalhou com outros astros negros, como Samuel L. Jackson, Cuba Gooding Jr. e a dupla Kenan & Kel -, causa espanto o fato de o filme ser quase inofensivo, mesmo que não inteiramente livre de caricaturas e grosserias. A premissa é interessante e explorada de forma razoável, vindo ao encontro da marca registrada de Eddie - interpretar mais de um personagem: o astro é ao mesmo tempo o minúsculo capitão de uma nave espacial alienígena e a própria nave espacial, que aterrissa em Nova York com a missão de drenar o sal dos oceanos para salvar o planeta de onde vieram. Detalhe: desta vez, Eddie não usa maquiagem nas personificações e sai ganhando.

O roteiro apresenta clichês como, por exemplo, o óbvio choque comportamental dos personagens e a simpática mãe terrestre e solitária (Elizabeth Banks) de um garoto esperto (Austyn Myers). Há ainda várias referências, algumas inspiradas, a filmes como A Felicidade Não se Compra e Spartacus, a musicais como A Chorus Line e a séries como A Ilha da Fantasia e Arquivo X. A soma dos elementos gera um entretenimento sem maior brilho, mas indolor, o que representa um enorme ganho em comparação às últimas fitas em que Eddie deu as caras pra fazer rir. Ainda mais se comparada a outra comédia de ficção científica que estrelou há pouco, Pluto Nash (2002). (Livre) Christian Petermann


Copyright © 2008 - Editora Três Ltda. - Todos os direitos reservados.
É proibida a reprodução total ou parcial deste website, em qualquer meio de comunicação, sem prévia autorização.
ContentStuff Media Solutions | Gestão de Conteúdo | CMS