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Olimpíada
Nova adrenalina
Após aposentadoria, Gustavo Borges transforma sua paixão em negócio: é empresário e será comentarista na olimpíada de Pequim

TEXTO GABRIEL DEBIA

“Arrisco dizer que é a equipe mais forte que a natação do Brasil já teve em jogos olímpicos”

Apesar da aposentadoria após os Jogos de Atenas, em 2004, Gustavo Borges já garantiu sua vaga em Pequim. Um dos nomes mais importantes da natação brasileira embarcou no dia 2 de agosto para a China e vai integrar o time de comentaristas da TV Globo. Borges participará das transmissões das provas de natação que começam no sábado 9. “É uma emoção diferente, pois é a primeira vez que, um mês antes do evento, me sinto como se estivesse de férias”, brinca Borges. Apesar de sentir falta da adrenalina dos velhos tempos, ele garante que adora as emoções que a nova atividade proporciona e já se prepara para o desafio. “Ter poder de síntese é o grande desafio do comentarista, já que na média de 21 segundos de uma prova de 50 m, por exemplo, é necessário ser objetivo, tecer comentários interessantes e ao mesmo tempo com uma linguagem de fácil entendimento ao telespectador.”

O comentarista estreante aposta na atuação dos atletas brasileiros nas piscinas chinesas. “Arrisco dizer que é a equipe mais forte que a natação do Brasil já teve em jogos olímpicos”, diz. Segundo ele, porém, atletas como o americano Michael Phelps, dono de recordes mundiais em diversas provas, podem dificultar e muito a conquista de medalhas. “As chances são médias”, afirma. O nadador Thiago Pereira, na opinião de Borges, é um ótimo atleta que ganhou experiência desde sua primeira Olimpíada. “Com os bons resultados que ele conseguiu no Pan, tem chances de subir ao pódio.”

Dono de quatro medalhas olímpicas (duas de prata e duas de bronze), Borges deixou as competições, mas não as piscinas. O atleta que fazia o Brasil parar para ver suas braçadas é também um empreendedor que transformou sua paixão em bom negócio. Inaugurou em 2002 a primeira de suas quatro academias de natação (duas em Curitiba, uma em Londrina e outra em São Paulo). Além disso, desenvolveu uma rede de licenciamento de métodos de ensino de natação. Segundo ele, o desenvolvimento de novas roupas e pequenas modificações nas piscinas contribuíram para o aperfeiçoamento do esporte. “Hoje os treinamentos são desenvolvidos especialmente para cada um dos atletas, com uma rotina específica”, explica. “Nos anos 90 era justamente o contrário. Existia um padrão de treino, logo, o que era bom para alguns podia ser ruim para outros.”

Nos próximos dias, porém, Borges vai deixar o lado empresário um pouquinho de lado. Animado com a temporada fora do Brasil, ele acredita que a China fará um dos melhores torneios da história. “Será uma festa diferente de tudo que já vimos em termos de Olimpíada. É um país em franca expansão, com hábitos culturais muito diferentes daqueles que o Ocidente e a Europa estão familiarizados”, empolga-se.


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