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Ping-Pong
Histórias de um aventureiro
Marina Monzillo

Da expedição pela Transamazônica de bicicleta, na época de estudante, ao feito de ter sido o primeiro brasileiro a chegar ao cume da montanha mais alta do mundo sem auxílio de oxigênio suplementar, Vitor Negrete foi um aventureiro de corpo e alma. Morto em 19 de maio de 2006, na descida do Everest, o alpinista tem sua trajetória contada em Espírito Livre (Rocky Mountain, 182 págs., R$ 34,90), escrito por sua mulher, Marina:

Fotos: ARQUIVO PESSOAL
Vitor Negrete no cume do Aconcágua, com um desenho feito por uma priminha

Como surgiu a idéia do livro?
Eu e o Vitor tivemos a idéia de registrar as aventuras dele. Gravávamos as histórias contadas por ele e, depois, eu transcrevia como se fosse o Vitor escrevendo. Quando ele faleceu, o Caco (Alzugaray, amigo de Vitor Negrete, presidente-executivo da Editora Três e publisher da editora Rocky Mountain) me incentivou a continuar.

Você comenta na apresentação como foi doloroso relembrar e escrever as histórias. Mas agora que o trabalho está terminado, qual é a sensação?
Fico muito feliz de ter conseguido terminar, valeu a pena cada minuto de sofrimento. Aliás, se soubesse como seria gratificante vê-lo publicado, teria caprichado ainda mais no texto. Era difícil me dedicar muito estilisticamente porque eu sofria a todo momento. Queria terminar logo. Mas, de qualquer forma, foi dessa maneira que consegui fazê-lo nascer, e para mim é uma bela homenagem ao Vitão. Meus filhos vão poder ler o livro e saber mais sobre quem foi o pai deles.

O relato é alto-astral, houve uma preocupação em escrever assim?
Sim, porque o Vitor era uma pessoa muito alto-astral. E escrevendo algo mais positivo, eu também ficava melhor. Se colocasse todo o meu sofrimento no livro nunca mais pararia de chorar. Também tentei passar a idéia de que a morte, para mim, não é um fim.

Vitor com a esposa, Marina Soler Jorge

Por quem gostaria que o livro fosse lido?
Por todo mundo, pelo Brasil inteiro, por todas as idades, camadas sociais... Mas imagino que quem gosta de esporte e quem já ouviu falar no Vitor e no Rodrigo (Raineri, parceiro de expedições de Vitor Negrete) vão ser os principais leitores.

O que o Vitor teria achado do livro?
Uma boa pergunta que já me fiz algumas vezes. Talvez ele teria achado que eu pequei em alguns momentos por excesso de admiração. Nunca poderia ser uma escritora imparcial. Mas, apesar de o Vitor ser uma pessoa simples, tranqüila, sem afetação, ele não era exatamente modesto e acho que perdoaria os meus excessos – até ficaria um pouquinho envaidecido. E ficaria bastante feliz por eu ter tido força para escrever.


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