- Anuncie
- Assine

 
 
 
Cinema // Home
 
- Edição Atual
- Anteriores
 
- Imagens
- Frases
- Urgente
- Moda
- Estilo
- Fernanda Barbosa
- Paulo Borges
- Agito
- Aconteceu
- Celebridade
- Reportagens
 
- Cinema
- Música
- Livros
- Teatro
- Gastronomia
- Televisão
 

Atualize-se com a
IstoÉ Gente!




- Fale Conosco
- Expediente
- Anuncie
- Assine
- Loja 3
 







Viagem ao Centro da Terra - o Filme
Eletrizantes efeitos especiais da versão em 3D compensam a trama sem graça

IVULGAÇÃO
Produção inspirada em Júlio Verne passa a sensação de se estar em um parque temático

SE DEPENDER DO CINEMA, a garotada está bem servida nestas férias. A sensibilidade de Wall-E, o humor escrachado de Kung Fu Panda e, agora, a adrenalina de Viagem ao Centro da Terra – O Filme. A obra que Júlio Verne escreveu em 1864 ganhara dezenas de adaptações, mas nenhuma delas tão eletrizante quanto essa versão em 3D. Detalhe: os óculos especiais, antes de papelão, estão mais sofisticados, com armação de plástico rígido e lentes de cristal. A sensação é de estar em um parque temático, naqueles brinquedos fantásticos que simulam os movimentos de uma montanha-russa, quedas vertiginosas e perseguições de feras assassinas. O espetáculo visual é tão exuberante que as falhas da trama ficam em segundo plano.

Brendan Fraser já mostrou desenvoltura em filmes dominados por efeitos especiais como o herói da franquia A Múmia. Aqui, volta a todo vapor como um cientista determinado a descobrir o que aconteceu ao irmão, um geólogo desaparecido havia dez anos durante expedição na Islândia. Guiado pelas anotações encontradas em um exemplar do clássico de Verne, ele decide partir para a longínqua terra fria. A seu lado, tem o sobrinho adolescente (o carismático Josh Hutcherson) e a bela guia interpretada por Anita Briem. Não demora muito e os três ficam presos em uma caverna e, na tentativa de sair, despencam até o centro da Terra. Pássaros brilhantes, cogumelos gigantes, serpentes marinhas, plantas carnívoras. Há de tudo nesse fascinante mundo perdido.

As aventuras são tantas que mal sobra tempo para a trinca tomar fôlego – que o diga conversar. Fraser até ensaia um romance com sua parceira em cena e assume uma postura paternal em relação ao menino, mas o enredo praticamente ignora os anseios e frustrações dos personagens. Duas palavras aqui, outra ali e lá estão eles a descobrir novas passagens secretas. Também é bom não esperar por explicações científicas para a existência daquele universo subterrâneo e nem tampouco por verossimilhança. A idéia é embarcar na fantasia. Aclamado como o mestre dos efeitos especiais de superproduções como Pearl Harbor e Homens de Preto, Eric Brevig faz uma estréia segura como cineasta. Seu filme exige pouco intelectualmente, mas diverte de montão. (Livre) Suzana Uchôa Itiberê


Copyright © 2008 - Editora Três Ltda. - Todos os direitos reservados.
É proibida a reprodução total ou parcial deste website, em qualquer meio de comunicação, sem prévia autorização.
ContentStuff Media Solutions | Gestão de Conteúdo | CMS