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Teatro
O inquieto Bruno
Bruno Gagliasso encarna Van Gogh no teatro e diz que, ao contrário, do pintor, é alto-astral, mas que, como o gênio,também quer formar uma família

TEXTO BRUNO DEMINCO

Separado desde março de Camila Rodrigues, o ator desconversa quando o assunto é o comentado affair com Cleo Pires, que interpreta sua namorada em Ciranda de Pedra

Ao se mudar para o apartamento em que vive no Rio de Janeiro, o ator Bruno Gagliasso colou várias cópias de quadros do pintor holandês Vincent Van Gogh (1853- 1890) nas janelas até a instalação das cortinas. Ele se declara um apaixonado pela obra do artista e, em nome dessa admiração que vem da adolescência, encomendou um texto a Daniela Pereira de Carvalho, duas vezes indicada ao Prêmio Shell, e então surgiu o texto Um Certo Van Gogh. A peça estreou em São Paulo na sexta-feira 4 após se apresentar em 20 cidades brasileiras. Na primeira apresentação, foi aplaudida por convidados especiais, como o diretor Hector Babenco e sua namorada, a atriz Bárbara Paz. No espetáculo, ele interpreta dois personagens, o papel-título e Timóteo, um rapper que, como o ator, também é fascinado pelo gênio holandês.

"Acho que todo o mundo é um pouco Van Gogh", diz Bruno, ao responder se tem alguns pontos em comum com o artista. Se também quer formar família? "Tenho vontade, assim como o Van Gogh tinha." Apesar das crises e das dificuldades para relacionamentos, o pintor viveu com uma mulher e cuidou de um enteado. Separado desde março da atriz Camila Rodrigues, ele desconversa sobre o comentado affair com Cleo Pires. Ela, presença mais esperada na estréia paulistana, não apareceu.

Fotos: SIDNEI RODRIGUES
Na sexta-feira 4, artistas lotaram a estréia de Um Certo Van Gogh no Teatro Folha, em São Paulo. Acima, o ator com a amiga Fernanda Paes Leme

Bruno tira o holofote sobre sua vida amorosa e aponta a inquietude como sua maior identificação com o artista. Prova disso, o ator atualmente concilia o teatro com a televisão no papel do galã e bem-resolvido Eduardo em Ciranda de Pedra, personagem totalmente oposto ao turbulento gênio. "Van Gogh teve seus momentos de angústia, mas foi por conta desses momentos que ele produziu o que produziu. Eu precisei estar angustiado para meter bronca e dizer: 'É isso que eu quero, e é isso que eu vou fazer. Não quero ganhar dinheiro, quero o que me dá prazer'."

Bruno diz que transpôs algumas de suas experiências pessoais na peça. Por exemplo, o ator revoltou-se quando o segurança do Masp lhe negou ver as obras do artista que estavam guardadas no acervo. O personagem Timóteo foi além e levou uma tela para casa. "Na época do roubo das telas, ficamos com medo de que desconfiassem que tinha sido a gente", ele brinca.

Sucesso aos 15
Van Gogh nunca desfrutou do reconhecimento enquanto estava vivo. O sucesso veio anos depois do seu suicídio aos 37 anos. O artista tinha crises de depressão, chegou a ser internado e num ato extremo cortou a própria orelha.

Aos 26 anos, Bruno alcançou o reconhecimento profissional cedo, em seu terceiro trabalho na televisão, quando interpretou o galã adolescente Rodrigo em Chiquititas Brasil, sucesso no SBT em 1997. Além disso, não se pode dizer que depressão faça parte do cotidiano do jovem ator. "Nunca parei para pensar nisso, não. Melhor perguntar ao meu melhor amigo: 'Diego, quando eu fico deprimido?'", indaga o ator. "O Bruno nunca fica deprimido, não", diz o rapaz.


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