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ROMANCE
Diário de um Ano Ruim
O sul-africano Coetzee força o leitor a tomar atitude diante de seu novo livro

J.M. Coetzee, Nobel de Literatura em 2003, mescla três histórias

FAZ UM ano que J. M. Coetzee leu, na FLIP (Feira Literária de Paraty), alguns capítulos do então inédito Diário de um Ano Ruim. Só mesmo o autor para ler em voz alta algo tão complicado - o que não quer dizer pedante.

O que o escritor sul-africano, Nobel em 2003, faz no agora recém-lançado Diário de um Ano Ruim (Companhia das Letras, 248 págs., R$ 41) é proporcionar uma experiência que vai além do texto. O leitor é obrigado a escolher, a tomar uma atitude, podendo silenciar personagens ou acompanhar todos, mesmo que isso signifique um esforço maior de leitura.

O livro traz ensaios sobre diversos temas, de política a literatura, e depoimentos pessoais do escritor fictício J.C.. Na parte de cima da página, estão os ensaios e, na de baixo, separadas por uma linha pontilhada, as confissões de J.C.. Depois de alguns capítulos, há uma nova linha, que traz à tona o pensamento de Anya, digitadora de J.C. por quem ele se apaixona.

Não há nada fora do comum em alternar vozes narrativas. O próprio Coetzee usou o recurso anteriormente. Também já há um tempo razoável que se usa a diagramação para reforçar idéias. O que há de incrível no livro é como o autor explora esses recursos. É tentador abandonar Anya, excessivamente tola, e ficar com os ensaios (tão lúcidos que, mesmo separados, já valeriam o livro). Mas optar por uma versão é diminuir o sentido da história, porque anula a conversa entre elas. J.C. cita seus ensaios, reproduz falas de Anya, que, por sua vez, contesta-o. É difícil visualizar a trama completa. Funciona como olhar por um prisma, em que a imagem não é nítida mas, em compensação, explode em cores. Aina Pinto


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