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As Crônicas de Nárnia - Príncipe Caspian
Suzana Uchôa Itiberê

DIVULGAÇÃO
Os irmãos Pevensie, ao lado do príncipe Caspian, continuam carismáticos

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EM 2005, o universo mágico de C. S. Lewis ganhou as telas em As Crônicas de Nárnia – O Leão, a Feiticeira e o Guarda- Roupa. Do lirismo da trilha sonora ao ofuscante visual gelado que glorificava o reinado da Feiticeira Branca, havia na adaptação de Andrew Adamson um requinte de encher os olhos. A passagem secreta que os irmãos Pevensie encontraram dentro de um armário os transportava para uma terra habitada por animais falantes e criaturas míticas criadas sob medida para o público infantil. Impossível não se comover com a amizade entre o fauno Sr. Tumnus e a pequena Lúcia, ou vibrar com a elegância da bruxa interpretada por Tilda Swinton. Muito desse encanto se perdeu na versão de As Crônicas de Nárnia - Príncipe Caspian, o segundo da série de sete livros escritos pelo autor irlandês nos anos 50.

Pedro, Susana, Edmundo e Lúcia reaparecem um ano depois, como estudantes em Londres. Um toque de mágica transforma o túnel do metrô em um portal para Nárnia. Mais de 1.300 anos narnianos se passaram, o castelo onde viveram está em ruínas, o leão Aslan virou lenda e o domínio dos telmarinos pôs fim à Era de Ouro. Herdeiro legítimo do trono, o príncipe Caspian (o inglês Ben Barnes) é do bem e vai se refugiar na floresta quando seu tio Miraz tenta matá-lo, para entronar o filho recém-nascido. Acolhido por um anão e um texugo, o príncipe conhece o quarteto real. Troca olhares carinhosos com Susana e se indispõe com Pedro na hora de traçar a estratégia de ataque. Mas o objetivo é um só: coroar Caspian e garantir a paz em Nárnia.

O clima é mais sombrio que no primeiro, e a trama se apóia em duas grandes batalhas. Centauros, grifos, anões e faunos são aliados dos humanos nos confrontos que lembram O Senhor dos Anéis – sem o sangue, para não assustar a garotada. O problema está aí. Novamente no comando, Adamson parece determinado a usar o orçamento de US$ 100 milhões em cenas de ação. Faz bonito, é verdade, mas abandona seus personagens. E há duas boas novidades: o invocado Trumpkin, o anão vivido pelo talentoso Peter Dinklage (O Agente da Estação) e o ratinho espadachim gerado por computador, um herói tão intrépido quanto o gato-de-botas de Shrek (também dirigido pelo cineasta). Resta torcer para que o terceiro filme, A Viagem do Peregrino da Alvorada, já em pré-produção, repare o erro.

Nesta seqüência, o diretor Andrew Adamson só quer saber de cenas de batalha


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