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DRAMA
Ensinando a viver
Pai adotivo de um órfão excêntrico é papel feito sob medida para John Cusack

Marina Monzillo

O menino Dennis (Bobby Coleman) acredita piamente ser um marciano e quase convence David (Cusack)


AOS 41 ANOS, John Cusack vive seu primeiro papel de pai nas telas, em Ensinando a Viver e, ainda este ano, será visto novamente na função paterna em Grace Is Gone, previsto para estrear no segundo semestre.

O tempo passa, modifica, mas não atrapalha a carreira deste versátil ator, que já protagonizou produções tão diversas como Quero Ser John Malkovich (1999), Alta Fidelidade (2000) e Queridinhos da América (2001).

Em David, o viúvo que decide adotar um menino órfão de Ensinando a Viver, ele encontrou mais um tipo feito sob medida para si. Porque Cusack é o protótipo do homem comum moderno. Não é extremamente belo, mas pode ser incrivelmente charmoso, seus personagens costumam ser neuróticos, às vezes paranóicos, mas também engraçados e irônicos.

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Dirigido por Menno Meyjes, este é um típico filme cheio de boas intenções, comovente e leve ao mesmo tempo, e que oferece redenção a seus personagens e transformação nas relações entre eles. Prato cheio para um entretenimento em família, sem grandes pretensões cinéfilas.

David é um escritor de ficção científica que perdeu a esposa, mas mesmo assim resolve adotar Dennis (Bobby Coleman), um garoto esquisito que acredita piamente ser um marciano em missão de exploração na Terra. Ignorando os conselhos da irmã, Liz (Joan Cusack – irmã de John também na vida real e sua colega em vários filmes), sobre os perigos da paternidade, e o receio da diretora do orfanato, Sophie (Sophie Okonedo), David decide levar para casa a estranha criança. A única que parece não se preocupar com o fato de Dennis ser diferente é Harlee (Amanda Peet), amiga da falecida esposa do escritor.

O lado terno da história está na jornada de ambos, pai e filho, para se conhecerem, se compreenderem e se amarem. O cômico, por sua vez, está nas reações que Dennis causa com seu comportamento tão fora dos padrões da sociedade.

Ensinando a Viver não está aí para inovar, surpreender ou ganhar Oscars. Flerta com a fantasia de modo bobo, quando David começa a desconfiar que a crença de Dennis em ter vindo de Marte talvez não seja tão delírio assim. Mas, ao todo, o filme é gracioso, com um ator carismático e um menino que convence ao encarnar uma criança tão excêntrica.


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