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Reynaldo Gianecchini e Camila Morgado em peça que homenageia o teatro popular |
ESTRELAS: 

POR MEIO DE UMA sucessão de esquetes, Doce Deleite presta homenagem ao teatro popular. O dramaturgo Alcione Araújo registra os bastidores do teatro, focando figuras típicas, como a bilheteira temperamental, a atriz vaidosa e o empresário preocupado com a falta de público. Além disso, há brincadeiras com diversos gêneros nesta nova versão da peça que fez sucesso nos anos 80.
O espectador faz uma viagem no tempo. De um lado, há referências a uma época em que a cena teatral era sustentada por atores especializados em tipos pré-determinados. Do outro, a evocação de tempos de crise suscita analogias com o contemporâneo.
O esforço em buscar o riso do público é aparente. As composições da maior parte dos personagens soam forçadas. Um problema que acomete um pouco mais Reynaldo Gianecchini do que Camila Morgado, ambos evidentemente empenhados. Mas há pelo menos um quadro em que acertam o timing: aquele em que uma atriz renomada tenta ensinar um aspirante a ator a interpretar.
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Atriz, diretora e escritora
Diretora de Doce Deleite, Marília Pêra lançou seu primeiro livro, Cartas a uma Jovem Atriz (Elsevier, 208 págs., R$ 33,90), em que revela segredos sobre a profissão na qual é mestra. O subtítulo dá uma dica de como Marília entende o ofício: Disciplina, Criatividade e Bom Humor. Além de narrar momentos dos seus 40 anos de carreira, a atriz ensina truques e técnicas para quem deseja começar a atuar. |
A diretora Marília Pêra cercou o espetáculo de cuidados, cabendo destacar a concepção cenográfica de Hélio Eichbauer, que recria de modo simpático os bastidores teatrais, incluindo dois camarins nas laterais do palco. Não se pode negar profissionalismo ao que é apresentado. Entretanto, ainda falta passar na difícil prova do humor. Daniel Schenker Wajnberg
Teatro dos Quatro - r. Marquês de São Vicente, 52, 2º andar (Shopping da Gávea), Rio, tel. (21) 2274-9895. Até 31/8.