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Três Vezes Amor
Aina Pinto

DIVULGAÇÃO
Ryan Reynolds e Abigail Breslin são pai e filha na história

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TRÊS VEZES AMOR é assumidamente um conto de fadas moderno. Tanto que toda a história é narrada pelo pai a uma garotinha de 10 anos, antes de ela dormir. Mas não se trata de um roteiro infantilizado. Por incrível que pareça, é uma trama para adultos. O diretor e roteirista Adam Brooks (de Bridget Jones – No Limite da Razão) encontrou boas alternativas para mostrar algumas situações sem que elas ficassem inadequadas para uma criança.

William (Ryan Reynolds) está se divorciando e sua filha, Maya (Abigail Breslin), insiste para que ele diga como conheceu a mãe dela. Ele decide contar o que viveu com três mulheres, sem dizer seus verdadeiros nomes, para que a menina adivinhe qual delas é a sua mãe. Emily (Elizabeth Banks) é a namoradinha do colégio, de quem ele se separou quando mudou-se para Nova York para trabalhar na campanha de Bill Clinton. Lá, ele conheceu April (Isla Fisher), meio desligada e completamente apolítica. Por fim, há Summer (Rachel Weisz), uma jornalista independente. Durante todo o longa, elas somem e reaparecem na vida dele.

Todos os acontecimentos ocorrem em 15 anos, lembrando filmes antigos em que os mocinhos levavam anos até chegarem ao final feliz. Fatos como a morte de Kurt Cobain e a campanha e a eleição de Clinton ajudam a entender a linha do tempo. E também algumas imagens de Nova York, que vai se tornando cada vez mais luminosa e cheia de publicidade pelas ruas.

Ao narrar sua história, William entende melhor as pessoas com quem se relacionou. E, se o idealismo político se esvai, o contrário acontece com o romantismo. Aliás, tudo o que se espera de um romance está no filme. Há um livro perdido que April passa a vida procurando, um mal-entendido que põe tudo a perder, uma seqüência noturna em que Summer faz sua declaração cantando “I’ve Got a Crush on You” (mesmo que Rachel Weisz seja péssima cantora, a cena é simpática), a namorada da juventude que reaparece. Tudo entremeado pelos comentários de Maya, a voz da ingenuidade que acaba por conduzir William até sua princesa encantada.

Graças à boa direção, isso tudo não é enfadonho. Três Vezes Amor é uma espécie de filho moderninho daquelas comédias águacom- açúcar com Tom Hanks e Meg Ryan. Claro, tem um final feliz. E isso, de vez em quando, não faz mal a ninguém.

Conto de fadas moderno traz novo fôlego ao romance água-com-açúcar


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