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Dilma casa filha em festa estrelada
A ministra-chefe da casa civil reuniu em Porto Alegre o presidente Lula, dez ministros e nove governadores no casamento de Paula Roussef e Rafael Covolo

TEXTO PAULO CÉSAR TEIXEIRA

Dilma Rousseff surpreendeu os colegas ao dançar "I Will Survive": "Hoje é um dia de muita felicidade"

Conta a lenda que a noiva teria pedido à mãe uma cerimônia simples e discreta. Se for verdade, foi o único pedido da filha que a ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, fez questão de não atender. O casamento de Paula Rousseff Araújo, 32 anos, procuradora do Trabalho, e Rafael Covolo, 27, administrador de empresas e estudante de direito, na sexta-feira 18, levou a Porto Alegre a cúpula da República e parou a cidade. Sem a primeira-dama, Marisa Letícia, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva sentouse na primeira fila da igreja São José - templo com traços art déco de 1924, projetado pelo arquiteto Joseph Lutzemberger, pai do ecologista e ex-ministro de Fernando Collor de Mello, José Lutzemberger. A comitiva do presidente incluía dez ministros e nove governadores. Decorada com arranjos de crisântemos e lírios brancos, além de uma guirlanda de flores do campo e um conjunto de velas também brancas, a igreja recebeu mais de 400 convidados sob forte esquema de segurança, com 300 policiais militares, agentes da Polícia Federal à paisana e soldados do Exército.

"Hoje é um dia de muita felicidade", afirmou Dilma, que escolheu um vestido azul-petróleo para a ocasião. Filha única da ministra com o ex-deputado, ex-guerrilheiro e advogado gaúcho Carlos Franklin Paixão de Araújo, Paula é a única pessoa com poder de interferir na agenda da ministra (além do presidente). Se a filha telefonar, Dilma interrompe tudo para atendê-la. "São mais que mãe e filha, são amigas e confidentes", diz uma pessoa próxima da família.

O casamento civil foi no sábado anterior, na casa dos pais do noivo. A lua-de-mel acontece em bangalôs românticos de praias paradisíacas do Taiti. Os noivos trocaram presentes por cotas da viagem. Ou seja, os convidados arcaram com os custos de passagens aéreas, hospedagem, passeios de helicóptero e drinques à beira da piscina.

Os recém-casados Paula e Rafael deixam a igreja São José

A noiva chegou 30 minutos atrasada. Com coroa de cristal nos cabelos e modelo princesa em tafetá de seda pura e cristais, Paula foi conduzida ao altar pelo pai ao som da "Marcha Nupcial", executada pelo organista da igreja, Darci von Frühauf, e sete músicos da Orquestra Sinfônica de Porto Alegre (OSPA). Lula não ficou para a festa na Associação Leopoldina Juvenil, que reuniu cerca de 500 convidados. Após a cerimônia, embarcou em missão oficial para Gana, na África.

Festa de arromba

Fotos: JEFFERSON BERNARDES e LUCAS UEBEL/ PREVIEW.COM
O presidente Lula prestigia a cerimônia sem a primeiradama Marisa


Quem ficou não se arrependeu. O salão principal da Associação Leopoldina Juvenil foi ornamentado com rosas vermelhas pelo decorador Sebastião Flores. A doceira Lúcia Sugñe preparou 5 mil docinhos, também em tonalidade vermelha, possivelmente para homenagear o PT. Antes de saracotear na pista de dança, o primeiro escalão do governo saboreou os comes e bebes. O cardápio incluía entrada à base de camarão, prato quente com filé e arroz cremoso e, de sobremesa, petit gateau. Havia à disposição champanhe Freixenet, uísque Johnnie Walker 12 anos e vinho tinto Casa Silva.

Pés-de-valsa
O momento de maior descontração foi a hora da dança. Dilma surpreendeu os colegas, habituados ao estilo sóbrio da ministra, ao dançar "I Will Survive", hit da era disco nos anos 70 na voz de Gloria Gaynor. Antes, os noivos haviam aberto a pista ao som de "New York, New York", com Frank Sinatra. Outro pé-de-valsa na festa era o ministro da Fazenda, Guido Mantega, conforme relatos de convidados. Embora a maior parte dos presentes não tenha admitido, o casamento da filha de Dilma Rousseff pode ser interpretado como um ato de solidariedade da cúpula do governo Lula à ministra. Apontada como candidata à sucessão presidencial, ela é acusada pela oposição de organizar um dossiê com dados sigilosos do governo de Fernando Henrique Cardoso. "Se a oposição ataca e coloca Dilma em evidência, nós, que somos seus amigos, estamos aqui para participar de um momento especial da família e defendê-la", disse a líder do PT no Senado, Ideli Salvatti (SC), uma das poucas personalidades a reconhecer o caráter político do evento.

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