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| Martin Scorsese, no centro, junto aos Rolling Stones, enfatiza a turnê A Bigger Band |
AUTOR DE clássicos como Taxi Driver e Caminhos Perigosos, Martin Scorsese foi um dos diretores que revolucionaram a narrativa cinematográfica nos anos 70. Além da ficção, costuma arriscar empreitadas no campo dos documentários musicais, como em No Direction Home, um primoroso filme de quatro horas sobre a carreira de Bob Dylan. Desta feita, seu foco são os Rolling Stones. Shine a Light é um registro de diversos shows, intercalados por imagens antigas do grupo.
Ao contrário do documentário sobre Dylan, um amplo painel sobre seu personagem, aqui a ênfase está na música, principalmente em duas apresentações da banda em 2006 durante A Bigger Band Tour. O resultado é que a mão de Scorsese, que poderia ser um diferencial, pouco aparece. Nos primeiros 10 minutos, ainda há algum interesse, quando se mostram os preparativos para a filmagem e as conversas entre Scorsese e os Stones. Mas, depois, tudo é parecido com o que já foi feito dezenas de vezes por diretores de shows em geral.
Mesmo as imagens de arquivo, apesar de raras, servem mais como curiosidade, como quando os Stones afirmam que a banda não iria durar muito. Também permitem constatar seu envelhecimento físico. Comparado com imagens de 40 anos atrás, Mick Jagger perdeu a sensualidade, mas conserva boa parte da incrível energia no palco. Em resumo, o filme é um prazer para os fãs dos Stones e um tédio para fãs de Scorsese.