Há dez anos, Carla Bruni deixou as passarelas com a ambição de construir carreira musical. Lançou dois discos, Quelqu’un M’a Dit (2002) e No Promises (2006), que estão sendo editados no Brasil porque a italiana continua sob os holofotes. Bruni foi oficialmente anunciada em janeiro como a mulher do presidente da França, Nicolas Sarkozy. E é com status de primeira- dama de um dos países mais nobres da Europa que ela vem promovendo seu mais recente álbum. Em No Promises, troca o francês e o italiano do primeiro CD pelo inglês. Bruni canta 11 poemas de autores clássicos de língua inglesa, musicados e gravados por ela com sonoridade que evoca o blues e, sobretudo, a música folk norte-americana.
A ligação da artista com a música começou mesmo antes de Bruni abandonar o mundo da moda. A então top model teve relacionamentos com astros como Mick Jagger e Eric Clapton. O namoro com o presidente da França motivou queda na popularidade de Sarkozy. Rejeição aumentada quando Bruni resolveu posar nua para a revista espanhola DT. A foto correu o mundo, desgastando a imagem de Sarkozy na esfera política. Mas, musicalmente, a carreira da cantora vai bem, obrigado.
Quelqu’un M’a Dit vendeu 1,7 milhão de cópias a reboque do estouro da faixa-título, propagada no Brasil em 2005 na trilha internacional da novela Belíssima. Já No Promises vem arrancando elogios pela ousadia de trazer textos de poetas como Emily Dickinson para o universo pop. (M.F.)
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Carla Bruni: elogios pela ousadia em No Promises |
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