Música • Home• Revista 10/12/2007
Ana Cañas estréia cheia de si
Depois de atrair a atenção de Caetano Veloso e Chico Buarque com show de standards de jazz, cantora paulistana lança primeiro CD, de alma pop

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Ana Cañas: influências de Ella Fitzgerald, Beck, Tom Jobim e Marisa Monte

INÍCIO – Nascida em São Paulo há 27 anos, Ana Cañas quase foi atriz. Chegou a se formar em Artes Cênicas pela Universidade de São Paulo, mas a peça que lhe valeu a conclusão do concurso, Mais Ardida que Pimenta, baseada na obra de Elis Regina, lhe abriu as portas da música. E Cañas deixou de batalhar pela carreira de atriz. “Nunca soube que seria cantora”, afirma.

EM CENA – Ana Cañas começou a chamar a atenção dos formadores de opinião com concorridas temporadas em casas paulistas como All of Jazz e Baretto. No bar do Hotel Fasano, fez um show hype em que interpretava standards de jazz, atraindo a atenção de nomes como Caetano Veloso e Chico Buarque. “Apesar de cantar jazz, não sou jazzista. Para mim, jazz significa liberdade”, conceitua.

INFLUÊNCIAS – A cantora americana de jazz Ella Fitzgerald (1917-1996) é a maior influência de Cañas na música. Mas Beck também faz muito a cabeça da artista. No time brasileiro, os eleitos são Tom Jobim (1907-1994) e Marisa Monte, admirada pela postura firme com que conduz sua carreira desde o início.

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O DISCO – Produzido por Alexandre Fontanetti, parceiro de Cañas em músicas como “Mandinga Não”, o CD Amor e Caos tem apenas dez músicas. “Foi uma escolha minha. O disco se autoconcluiu em dez faixas”, justifica Ana. Além do repertório autoral, que destaca “Devolve Moço”, há cover de Bob Dylan (“Rainy Day Women # 12 & 35”) e música de Jorge Mautner, “Super Mulher”, que conta com a percussão de Naná Vasconcelos. Mauro Ferreira

Amor e Caos
Repertório autoral e covers revelam cantora de personalidade forte

POP
COMO Marisa Monte em 1989, a cantora e compositora Ana Cañas estréia em disco, Amor e Caos, cheia de si – após ter sido incensada no circuito paulista de shows, onde cantava jazz. A badalação em torno de Cañas a levou a um contrato com a gravadora Sony BMG, que apresenta a artista ao mundo do disco com CD que transita em linha pop. Mas é um pop geralmente torto, apesar de o single “A Ana” seguir a cartilha radiofônica. Assim como o repertório autoral, a releitura cool de “Coração Vagabundo”, de Caetano Veloso, revela cantora de personalidade forte. Ainda que a letra de “Para Todas as Coisas” copie a forma de “Diariamente”, sucesso de... Marisa Monte. (M.F.)
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