Música • Home• Revista 26/11/2007
LIVRO
1001 Discos
Volume feito por 90 críticos estrangeiros lista e comenta álbuns dos últimos 52 anos

(M.F.)

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Legal ou ilegal, a crescente oferta de arquivos musicais na internet está aos poucos esvaziando o conceito de álbum. Mas há os que não abrem mão dos discos em seu formato físico. É a este público que se destina o livro 1001 Discos para Ouvir Antes de Morrer (Sextante, 960 págs., R$ 59,90). Feita e comentada por 90 críticos estrangeiros, a seleção abrange vasto período que vai de 1955 (In the Wee Small Hours, Frank Sinatra) a 2007 (The Good, The Bad & The Queen). O Brasil está representado por 18 títulos. Entre eles, Os Mutantes (Os Mutantes, 1968), Construção (Chico Buarque, 1971) e Âmbar (Maria Bethânia, 1996). A partir das análises dos 1.001 discos, bem fundamentadas, o livro monta bom painel da evolução da música nos últimos 50 anos, com ênfase no segmento pop rock. Eis 12 destaques entre os 1.001 discos:

ABBEY ROAD (1969)
BEATLES

O penúltimo álbum lançado pelo quarteto foi, a rigor, o último a ser gravado. Abbey Road mostra que, não fossem os desgastes pessoais, o grupo prosseguiria no melhor de sua forma. Traz “Something”, “Come Together” e “Here Comes the Sun”.

TALKING HEAD 77 (1977)
TALKING HEAD

Em pleno apogeu dos Sex Pistols, o grupo formado por David Byrne em Nova York se alimentou da fúria dos colegas punks ingleses e adicionou doses de funk e disco music para criar um som próprio que influenciaria meia cena pop.

AP
Elvis Presley está na lista

LICENSED TO ILL (1986)
BEASTIE BOYS

O trio de Nova York começou imerso no universo punk, mas, aos poucos, investiu no rap quando a cena hip hop era dominada pelos negros. Neste álbum, eles radiografam o espírito hedonista da juventude dos anos 80.

WHAT'S GOING ON? (1971)
MARVIN GAYE

O cantor de soul disparou petardo politizado que se mantém firme em todas as listas de grandes álbuns da década de 70. É soul temperado com um toque de gospel. Destaques: a faixa-título e “Mercy Mercy me (The Ecology)”.

THRILLER (1982)
MICHAEL JACKSON

O auto-intitulado “Rei do Pop” mereceu a coroa com este disco recordista que misturava rock, funk e R&B com deliciosa atmosfera pop. De suas nove músicas, cinco (“The Girl Is Mine”, “Beat It”, “Billie Jean”, “Human Nature” e a faixatítulo) se tornaram clássicos.

IN UTERO (1993)
NIRVANA

O grupo de Kurt Cobain entrou para a história com o emblemático Nevermind, mas o sucessor do álbum de 1991 também tem seus méritos. Inclusive o de não seguir à risca a fórmula grunge do disco anterior.

ODELAY (1996)
BECK

Este disco de Beck define bem a estética miscigenada dos anos 90. Funk, rock, country e rap são triturados em liquidificador pop. Beck lançaria outros grandes discos, mas, para muitos, Odelay ainda é sua obra-prima.

ELVIS PRESLEY (1956)
ELVIS PRESLEY

O caipira de Memphis fez sucesso já em 1954, mas sua explosão mundial – e, por tabela, a do rock’n’roll – aconteceu com este álbum que misturou sobras do arquivo da Sun Records com sete faixas gravadas em 1956.

KIND OF BLUE (1959)
MILES DAVIS

Em duas sessões de gravação que duraram nove horas, o trompetista e sua banda – que incluía o saxofonista John Coltrane – registraram cinco temas que se tornaram momentos dos mais clássicos do cool jazz.

EFE
Kurt Cobain, do Nirvana: também entre os 1001 discos

MY GENERATION (1965)
T HE WHO

Por conta de sua enérgica músicatítulo e da faixa “The Kids Are All Right”, este álbum de estréia do Who resumiu as angústias e os anseios da juventude dos anos 60. O disco tem som cru, definidor de uma era e de uma estética.

GORILLAZ (2001)
GORILLAZ

Na era digital dos anos 2000, é possível forjar quase tudo. Criada por Damon Albarn, do Blur, essa banda formada por personagens de animação era irreal, mas seu som, que misturava rock e reggae, era de verdade.

FRANZ FERDINAND (2004)
FRANZ FERDINAND

Em 2004, o Franz Ferdinand era a “melhor banda de todos os tempos da última semana” por conta deste vigoroso álbum de estréia, que trazia um som dançante na forma de um indie rock cheio de ambições estéticas.

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