Livros • Home• Revista 1/9/2007
Clara Nunes - Guerreira da Utopia
Biografia lança luz sobre a personalidade da cantora e investiga as controvérsias sobre sua morte

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A cantora nos anos 60, quando se interessava pela Jovem Guarda

BIOGRAFIA
AINDA criança, Clara Nunes perdeu os pais. Mais tarde, seu irmão matou um rapaz, que divulgava intimidades com ela, e depois fugiu para não ser preso. Ela se mudou de Cedro (atual Caetanópolis,

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em Minas Gerais) para Belo Horizonte, onde começou a trabalhar e, pouco tempo depois, a cantar. Histórias como essas surpreendem em Clara Nunes – Guerreira da Utopia (Ediouro, 320 págs., R$ 49,90), de Vagner Fernandes. Mas não só essas.

Clara gravava boleros e flertava com a Jovem Guarda até se encantar pela Velha Guarda do samba. Fez até cinema no anseio pelo sucesso. Dona de um timbre lindo e de qualidades técnicas impressionantes, ela ora se mostrava decidida, ora parecia não saber o que fazer. Resolveu ser submetida a uma cirurgia para retirar varizes porque dizia sentir dores.

No final do livro, está a investigação sobre a morte dela, aos 40 anos, em 1983, após a cirurgia. O autor teve acesso ao relatório médico narrando os procedimentos que a levaram a um choque anafilático. A pesquisa é excelente. O problema está no início, onde há excesso de informações, que parecem mera demonstração de como o trabalho do autor foi árduo. A narrativa de histórias sobre a cantora quando pequena soam piegas. Mas isso, que não desmerece o livro, logo desaparece. É quando a personagem cresce, não só na idade, mas pela força de sua personalidade. Aina Pinto
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