Livros • Home• Revista 28/8/2007
Gabriella Pascolato
Elegância e muita fibra
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Memórias da empresária italiana que virou ícone da moda nacional, Gabriella Pascolato – Santa Constância e Outras Histórias (Jaboticaba, 256 págs., R$ 55) é um longo depoimento dado ao autor Sérgio Ribas e celebra os 90 anos da mãe da diva fashion Costanza Pascolato. Há episódios saborosos na vida da distinta senhora.

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MUSSOLINI
“Visitei a casa, conheci a mãe, o irmão, ela própria, Clara Petacci. Tinha curiosidade de imaginar como ele, o duce, poderia manter outra mulher. Naquele círculo de poder, as pessoas sabiam. Mas não era um caso público. Mussolini era casado, tinha filhos, uma família e, como outros homens, uma amásia. O mais divertido foi ver que havia um espelho no teto do quarto dela. Nunca tinha visto aquilo.”

GUERRA
“Os soviéticos obrigavam os alemães a retroceder e os norte-americanos ocupavam a Itália. Eles se apossavam aleatoriamente de apartamentos e esse senhor que entrou na minha casa roubou e vendeu tudo o que pôde. Desapareceu com a prataria, com os meus vestidos de noite (...) e os uniformes do meu marido (...). Deve ter arrumado uma namorada, que saiu com algum vestido meu, e ele, de capitão de aviação.”

SANTA CONSTÂNCIA
“Em 1947, Dior inventou o New Look. (...) Li que um dos vestidos precisou de 40 metros de tecido. (...) Eu intuía o que poderia acontecer e imaginava: não vai ter tecido no Brasil para as mulheres se vestirem desse jeito. Só havia tecidos de algodão aqui. (...) Nunca tinha visto um tear na vida, mas precisava fazer aquilo.”

GETÚLIO
“Em 1954, quando o país ficou chocado com o suicídio de Getúlio Vargas, não fiquei surpresa ao ver que o tecido que forrava a cadeira na qual ele fora encontrado morto, no Palácio do Catete, era da Santa Constância. Fazíamos um sucesso considerável com os tecidos para decoração.” Suzana Uchôa Itiberê