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| O mafioso Tony Soprano (James Gandolfini): violência e problemas reais |
No domingo 1º, às 22h, a HBO exibe o começo do fim. É nesse dia que estréia a segunda parte da sexta e última temporada do seriado que revolucionou a televisão norte-americana, hoje considerada muito melhor do que o cinema do país.
Desde que estreou, em janeiro de 1999, A Família Soprano ganhou 18 Emmys com a saga violenta do mafioso Tony Soprano (James Gandolfini). A surpresa era que ele tinha problemas reais, seja emocionais, psicológicos ou familiares. Como disse o criador da série, David Chase, à revista Vanity Fair: “Os dramas televisivos não têm sido pessoais. Não conheço muitos autores que foram policiais, médicos, juízes, presidentes – e, no entanto, é sobre o que todo mundo escreve: instituições. Apesar de ser um seriado sobre a máfia, A Família Soprano é baseado nos membros da minha família. É tão pessoal quanto possível”.
Para completar, A Família Soprano tem atores excepcionais, de James Gandolfini a Edie Falco, só para citar dois, e é tão bem escrita que Norman Mailer comparou a profundidade de seus personagens àquela dos bons romances. São razões de sobra para ver seus últimos nove sopros de ousadia na televisão – ou rever tudo em DVD. (M. M.)
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