Cinema • Home• Revista 12/6/2007
PING-PONG
Beto Brant e Renato Ciasca
"A gente se lança na aventura de filmar", diz Brant

Mariane Morisawa

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Júlio Andrade e Tainá Müller no filme que chega a Rio e São Paulo depois de estrear em Porto Alegre

Em Cão sem Dono, Beto Brant divide a direção com Renato Ciasca, com quem fez seu primeiro curta, Aurora, e que depois participou de seus filmes como roteirista, assistente de direção e produtor. Renato e Beto falaram a Gente sobre o filme.

Beto Brant

Por que dirigir juntos?
Beto Brant - Desde que, em O Invasor, o Renato ficou só na produção e saiu da assistência de direção, ele ficou distante do enquadramento, da idealização do plano e tal. Chamei o Renato porque gosto de compartilhar esses momentos.

Renato Ciasca

E como foi essa volta?
Renato Ciasca - Muito legal. Nos outros filmes, enquanto não produzia a gente conversava, discutia, investigava. Como a produção de O Invasor e Crime Delicado eram complicadas, eu estava no set, mas não estava inteiro.

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E como é o entrosamento no set?
Brant - Não é que um grita som, o outro ação. É coisa de músico, que toca junto, que conversa com o instrumento, você não briga com o instrumento do outro.

Existiu mais liberdade para os atores?
Brant - Essa liberdade existe desde Os Matadores. O filme se faz no ato de filmagem. Não existe esse orgulho de achar que você vai para a filmagem com tudo definido. A gente se lança na aventura de filmar. Ou seja, estar com os sentidos à flor da pele e perceber o que o acaso e o destino nos reserva no momento em que a câmera começa a filmar.

Acha que Cão sem Dono mostra você mais esperançoso?
Brant - Nunca me achei descrente. Faço filmes e aponto coisas, você tem que ter disposição para a vida, ser positivo. Quero envelhecer com ganas de me manter curioso pela vida. E é um filme triste, não é um filme solar.