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18/06/2001
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REVELAÇÃO
PENÉLOPE
NOVA
A vida em cores
Filha do músico baiano Marcelo
Nova, a VJ da MTV tem 16 tatuagens e é apaixonada pela cultura
- e por homens - do Japão
Edwin
Paladino
| Fernando
Martinho |
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| Até
os 18 anos o pai de Penélope, Marcelo Nova, não deixou a filha
fazer tatuagens: “Sempre tentei mostrar que o nosso corpo é
esplendoroso sem marca nenhuma”, diz ele |
Seu
estilo é inconfundível. Além do piercing
no nariz e da maquiagem marcante, a VJ Penélope Nova, 27
anos, ilustra o corpo com 16 tatuagens. Anjos, deusas, desenhos
japoneses, flores e coelhos colorem ombros, peito, braços
e as costas da apresentadora do Riff, programa de rock da
MTV. O pai, o cantor e compositor baiano e ex-líder do grupo
Camisa de Vênus, só deixou a filha se tatuar aos 18
anos. No dia do meu aniversário fiz a primeira,
lembra ela, ao apontar um símbolo egípcio atrás
do pescoço. Com a maioridade, Penélope estava
livre para fazer as tatoos, mas sempre tentei mostrar que
o nosso corpo é esplendoroso sem marca nenhuma, ressalva
Marcelo.
Penélope
cresceu em Salvador. Lá, passou a infância de ouvidos
colados às caixas de som. O pai, proprietário de uma
loja de discos, estava sempre antenado com os últimos lançamentos
musicais do mundo. O apartamento duplex, onde morava com os avós
e os pais, vivia cheio de músicos e roqueiros. Minha
casa ficava agitadíssima quando chegava um vinil novo,
lembra ela, que ganhou seu primeiro disco aos cinco anos: um compacto
dos Beatles. Lado A, Penny Lane, lado B, Strawberry
Fields. O apelido dela era Penny por causa do disquinho,
conta o pai. A VJ diz que herdou de Marcelo a paixão pelo
rock. A tagarelice também. Ela fala pelos cotovelos e passeia
por vários assuntos ao mesmo tempo, música, sexo,
amor, moda e beleza. Viu como eu falo pra caramba? Digo tudo
ao mesmo tempo, afirma Penélope, dando uma boa risada.
Recentemente,
tingiu o cabelo de ruivo porque cansou de ser loira. Não
foi a primeira mudança. Aos oito anos, ela picotou os fios
com uma navalha. O pai acabara de retornar de Nova York com o cabelo
arrepiado estilo new wave, moda da época
e ela quis fazer igual. Virei uma punkzinha, diverte-se.
Também já foi careca. Aos 19 anos, descoloriu o cabelo
e passou a máquina um na cabeça. Críticas para
o visual não faltaram. Num shopping-center, em São
Paulo, ouviu de uma mulher que o corte estava horrível. Para
retrucar, Penélope disse à senhora que estava com
leucemia, prestes a morrer e que era seu primeiro passeio depois
de um mês internada. A mulher quase chorou e disse que
rezaria por ela, lembra a irmã Felícia Nova,
de 21 anos.
| Fernando
Martinho |
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| “Acho
sensual (histórias de vampiros), gosto de sangue, adoro ficar
menstruada, sinto meu corpo limpando” Penélope Nova |
Sexo
é outro tema que a VJ tira de letra. Adoro sexo, como
toda baiana. E não esconde a predileção
por japoneses. O interesse pelos orientais começou aos treze
anos, quando alugou o vídeo Sonhos Molhados, um desenho
erótico japonês. Hoje, enumera suas preferências
nipônicas: comida, mangá (cartoon do Japão),
massagem e, é claro, homens. A maioria de seus namorados
era oriental. Adoro homem de olho puxado, afirma ela,
que nunca viajou para o exterior e atualmente não namora
ninguém.
Penélope
adora vermelho, mas pintou o quarto de verde. Nas paredes, prateleiras
com CDs e livros, onde guarda exemplares com histórias de
vampiros, uma de suas predileções. Acho sensual,
gosto de sangue, adoro ficar menstruada, sinto meu corpo limpando,
diz ela. O armário transborda de roupas. Não
sou consumista, mas moro numa cidade grande e me permito comprar,
explica. A VJ, que tem um fraco por chocolate, adora malhar. Ela
acorda cedo, por volta das 6h30, e corre para a academia, onde faz
musculação. Puxar ferro é comigo,
conta. A rotina agitada ela também trabalha como relações
artísticas na MTV não é a que Penélope
vislumbra daqui a alguns anos. Em Arraial dAjuda, na Bahia,
planeja viver com marido e dois cães da raça labrador.
Não penso em carreira, carro do ano ou dinheiro, só
quero amor, afirma. E ainda acham que sou rebelde, sou
uma garota normal!
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