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“Carreira
solo? De jeito nenhum”
O cantor de 17 anos fala que só o destino o separaria
de Sandy, diz gostar das popozudas e admite que
namoraria uma mulher mais velha
Márcia
Montojos
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André Durão
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Junior
vai concluir o ensino médio no fim do ano e prestar vestibular
para música. Mesmo que seja aprovado, trancará a matrícula.
Aos 17 anos, seus projetos vão muito além dos bancos
de uma faculdade. O término dos compromissos escolares significa
o início da carreira internacional da dupla Sandy e Junior,
que vendeu mais de dois milhões de cópias do último
CD, As Quatro Estações. Cantor, ator e compositor,
Junior alça vôos mais altos. Pretendo ser o produtor
dos nossos CDs, conta ele. A estréia na nova função
já acontece nos dois próximos discos da dupla. O primeiro,
em português, deve chegar às lojas em outubro. O outro,
em inglês, e com duas composições deles, estará
pronto em janeiro de 2002. No mesmo mês, os dois embarcam
para a Inglaterra para divulgar o CD. Depois, seguirão por
vários países da Europa. A entrevista ocorreu durante
o almoço numa churrascaria no Rio para a qual ele chegou
acompanhado dos pais, Xororó e Noely, e de dois seguranças.
Falante e bem humorado, contou que faltara à aula no dia
anterior para gravar suas últimas cenas na novela Estrela-Guia.
Já
pensou em partir para uma carreira solo?
Carreira solo? No way (de jeito nenhum). Só
se o destino preparar isso para a gente porque, pela nossa vontade,
com certeza não vai acontecer.
Digamos,
então, que o destino prepare isso para vocês. Qual
seria seu caminho sozinho?
Cantar. Sei lá, não gosto de pensar em coisas que
não desejo.
O
fato de a Sandy ser mais requisitada que você o chateia?
Hoje, ela está mais disponível que eu, tem mais tempo.
Mas tudo que é bom para ela, é bom para mim também.
O nome Sandy e Junior é muito forte e está sempre
associado. Tudo soma na nossa carreira. Não há ciúmes,
a gente se ajuda. Por isso, acho que nunca vamos nos separar.
Qual
o lado ruim da fama?
A gente perde privacidade. Principalmente com muito sucesso, como
agora. A imprensa dá muito palpite na nossa vida. Em como
deveríamos agir, como é ou deixa de ser. Se mete muito,
fica espiando, mentindo para criar notícias, fotografando
momentos íntimos. Tem horas que a gente pára e pensa:
o que é isso?
O
que você gostaria de fazer, mas não consegue, por causa
da fama?
Sair sem essa perseguição. A gente não sente
falta daquilo que não experimentou. Sempre vivi essa vida.
Sou filho de artista e estou no palco desde os seis anos. Sou são-paulino,
mas não faço questão de ir ao estádio.
próxima>>
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