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14/05/2001
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CAPA

Com
o desembarque de cinco grandes marcas
internacionais, o Brasil oferece peças de luxo ao
alcance de poucos. Conheça quem as consome
Erica
Benute e Luciana Franca
Algumas
das grifes mais glamourosas do planeta acabam de desembarcar no
Brasil. Sonho de consumo de estrelas nos quatros cantos do mundo,
as italianas Giorgio Armani, Ermenegildo Zegna, a joalheria americana
Tiffany, a coleção feminina da alemã Hugo Boss
e a MaxMara, que se consolida no País com nova loja, reforçam
a posição de São Paulo no circuito internacional
da moda. Os números impressionam. A coleção
prêt-à-porter de Giorgio Armani chegou na quarta-feira
2 com 10 mil peças distribuídas em 620 m2 da rua Bela
Cintra, no bairro dos Jardins. Na primeira butique da grife na América
Latina, um vestido bordado em cristal custa R$ 57,3 mil. E uma sunga
de R$ 90 é a peça mais barata.
Na
quinta-feira 3, outras duas grifes italianas abriram suas portas
no shopping Iguatemi, na zona sul paulistana. A loja masculina Ermenegildo
Zegna, a primeira franquia no mundo, foi inaugurada no terceiro
piso do shopping com festa para 1.500 convidados. Tem chão
com pedras israelenses, luminárias alemãs e móveis
italianos, como exigem seus diretores, Paolo e Gildo, da quarta
geração da família Zegna, agora no comando.
Dois andares abaixo e com investimento de US$ 1 milhão, a
feminina MaxMara se firma no Brasil com sua nova loja, três
anos após inaugurar a primeira franquia.
Na
terça-feira 8, chegou a Tiffany&Co, tradicional joalheria
da 5ª Avenida de Nova York, eternizada no filme Bonequinha
de Luxo, com Audrey Hepburn. Com a tradicional caixinha azul
para presente, presença de Paola Picasso, designer da Tiffany
há 20 anos, e objetos do desejo de reis e rainhas, a marca
criada em 1837 ocupará 430 m2 do primeiro piso do Iguatemi,
vendendo desde uma taça de champanhe a R$ 80 até um
colar de pérolas e brilhantes de R$ 743.316. Um mês
antes que todo o burburinho começasse, a Hugo Boss terminou
uma megarreforma em sua loja masculina, nos Jardins. O investimento
de R$ 500 mil foi para receber a coleção Boss Woman,
fabricada na Itália, e com lançamento simultâneo
em 30 países. Agora, famosos, como a socialite Cecília
Neves, cliente Boss de carteirinha, Edson Celulari, que fez compras
na Giorgio Armani três dias após a inauguração,
e João Dória Júnior, consumidor Zegna desde
1988, não precisam mais pegar avião para ter seus
objetos do desejo. Basta ir logo ali, na esquina.
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