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30/04/2001

CRIME

MARIA CECÍLIA LONGO
“Meu genro não matou minha filha”
A mãe da advogada Patrícia Longo, morta em 1998 aos sete meses de gravidez, não aceita a condenação do promotor Igor Ferreira da Silva a 16 anos de prisão e afirma ter sido pressionada pelo Ministério Público

Cesar Guerrero

Heitor Hui/Agência Estado
José Longo e Maria Cecília,pais de Patrícia, com Igor, em 1999

A condenação de Igor Ferreira da Silva pelo Tribunal de Justiça de São Paulo, na quarta-feira 18, foi um fato inédito. No País, nunca um promotor foi condenado por homicídio. Mesmo assim o veredicto parece não ter encerrado a polêmica em torno do assassinato de Patrícia Aggio Longo, 28 anos, mulher do promotor.

Apesar de todas as provas o apontarem como culpado, Igor alega inocência e ainda não se entregou à Justiça. Mas é a posição da família de Patrícia que torna o caso inusitado. “Eu sei que meu genro não matou minha filha”, diz Maria Cecília Aggio Longo, 56 anos, mãe de Patrícia. A postura de Maria Cecília é vista como loucura pela promotora do caso, Valderez Abbud, 50 anos. “Diante das provas, não há uma explicação racional para esse comportamento.

O apoio dela ao réu ultrapassa o limite da sanidade”, diz Valderez. “Anormal é o Ministério Público me pressionar para acusar meu genro, que só deu amor a minha filha e ao resto da família”, rebate Maria Cecília. “Eles queriam que eu apontasse alguma coisa estranha no comportamento dele.”

Agência Estado
Igor e Patrícia no casamento em 1997

A convicção de Maria Cecília é compartilhada pelo marido, José Longo, 56 anos, e pelos filhos, Angélica, 28, e Eduardo, 25. “Nossa família é muito unida. Se Patrícia estivesse com algum problema com Igor ela teria nos contado”, garante Angélica, que também se sentiu pressionada a apontar algum indício no comportamento de Igor.

As irmãs passaram a tarde do dia 3 de junho de 1998 na casa dos pais no Jardim São Paulo, Zona Norte da capital. Fizeram as unhas das mãos e dos pés e conversaram sobre os planos do futuro. Patrícia se preparava para começar a advogar. Às 23 horas, o promotor a apanhou e os dois partiram para o condomínio onde moravam, em Atibaia, no interior de São Paulo. Grávida de sete meses, Patrícia foi morta por volta de meia noite e dez do dia 4 com dois tiros no rosto.

Igor afirma até hoje que um homem armado o obrigou a descer do carro e partiu com Patrícia. A polícia nunca encontrou a arma do crime, mas os dois cartuchos encontrados no carro do promotor combinam com outros 43 recolhidos em sua casa.

Agência Estado
Igor e Patricia em 1998 no litoral de Santa Catarina

Quando Igor passou a ser suspeito, a família de Patrícia ficou assustada. Mas o comportamento dele afastou a desconfiança. “Estava sempre lamentando a perda dela e do bebê e nunca se afastou da gente”, diz Angélica. “Igor é da família.”

Ele costuma almoçar com a família de Patrícia, pelo menos uma vez por semana. No dia 18 de março ele batizou o pequeno João Pedro, único filho de Angélica. “Faço questão que o João Pedro seja amoroso com o Igor. Ele sofreu muito com a perda do filho”, diz Angélica.

A família de Patrícia não aceita o exame de DNA que atesta que Igor não era o pai da criança que a advogada esperava. “Existem dois pareceres que apontam os erros no laudo oficial”, diz Angélica. De fato, estudos dos laboratórios DNA Reference e DNA Consult apontam erros crassos na coleta e análise no laudo oficial.

O advogado de Igor, o criminalista Marcio Thomaz Bastos vai enviar um pedido de anulação do julgamento ao Supremo Tribunal Federal. “A constituição determina que crimes contra a vida devem ser julgados por
um júri popular”, diz o advogado.

Aos 34 anos, Igor foi condenado por 23 desembargadores do Tribunal de Justiça de São Paulo. Se a decisão prevalecer, ele terá de cumprir uma pena de 16 anos e quatro meses de prisão.

 

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