 |
16/04/2001
|
GASTRONOMIA
Na cozinha sem ser Amélia - CONTINUAÇÃO
| FLÁVIA
QUARESMA / CARÊME BISTRÔ |
| Leandro
Pimentel |
 |
|
SEMPRE NA ESTAÇÃO Usar sempre as frutas,
verduras e legumes da estação quando for elaborar
uma receita. “Não adianta ter uma receita maravilhosa
se os produtos contidos nela não forem da época.” |
Flávia
Quaresma, 34 anos, estudou medicina, jornalismo e teatro,
mas seguiu a vocação de infância. Aos 11 anos, era ela
quem organizava as refeições da família. “Minha mãe
(Heloísa) nunca gostou de cozinhar. Eu assumi
essa função.” Hoje, Flávia está à frente do Carême Bistrô,
o conceituado restaurante francês da Zona Sul carioca
que ganhará este mês uma filial no Centro da cidade,
e de um site gastronômico na internet, o Chefnet.
Ela
se tornou especialista em 1991, quando se formou no
tradicional curso de culinária Le Cordon Bleu, em Paris.
Trabalhou em um restaurante na Cidade do México, voltou
ao Brasil e abriu um buffet, que durou até a inauguração
do restaurante, há dois anos.
Hoje,
ela viaja uma vez por ano à França, e ainda reserva
parte do lucro do Carême, onde o menu custa R$ 120 por
casal, sem as bebidas, para financiar cursos para os
funcionários no exterior. “Já levei um confeiteiro para
fazer um curso em Paris.” Flávia só não trabalha em
casa: “Não faço nada, e como bife, feijão e farofa”.
|
|
| MARA
MELLO / CAFÉ PÂTISSERIE |
| Leandro
Pimentel |
 |
|
MÁRMORE E CHOCOLATE Para preparar mousses,
ovos de Páscoa e bombons, cozinhe uma barra de chocolate
entre 40º e 45º C. Depois, resfrie o derretido numa
mesa de mármore, mexendo com uma colher ou espátula.
“O chocolate fica mais saboroso e brilhante”, diz.
|
Quando
estudava Administração de Empresas, na PUC, em São Paulo,
em 1996, Mara Rocha Mello começou a trabalhar como estagiária
do restaurante Roanne, especializado na culinária francesa.
Lá, entre panelas e receitas exóticas, decidiu que a
cozinha era o seu lugar de trabalho. “Fiquei apaixonada”,
diz.
Depois
de um ano no restaurante, ela deixou os temperos franceses
e passou a elaborar sobremesas numa grande confeitaria
paulistana. “Percebi que produzir doces era o meu negócio”,
afirma. Não deu outra. Aos 29 anos, ela é proprietária
do Café Pâtisserie, um dos mais badalados bistrôs, cafés
e docerias da metrópole paulistana. Local, aliás, que
ocupa um casarão dos anos 40 na Vila Nova Conceição,
bairro tradicional de classe média alta de São Paulo.
“Na
cozinha, experimento de tudo, mas nado e corro de manhã
para manter a forma”, brinca a chef. Mara inaugurou
a casa em 1999. Antes, passou dois anos em Nova York,
em cursos de gastronomia e confeitaria. Estudou na Restaurant
School e Peter Kump’s, em Manhattan. “Tranquei a matrícula
da faculdade e fui morar nos Estados Unidos”, conta.
Apesar da correria do dia-a-dia do Café, ela não deixa
de preparar as guloseimas para os amigos nos fins-de-semana.
“Capricho na pirâmide, um doce feito com avelã, mousse
e biscoito de chocolate meio amargo”, diz a confeiteira.
“É um dos meus prediletos.”
|
|
<<anterior
| próxima>>
|