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FERNANDA ABREU

09/04/2001

“Não sou mulherzinha”
Uma das madrinhas do funk, a cantora defende letras como a do “tapinha”, por achar que não denigrem a mulher, assume ser mandona e controladora e diz não ter vaidade

 OUÇA TRECHOS DA ENTREVISTA
INFÂNCIA TALENTO MANDONA
MÃE DANÇAR SANDY
PRAIA NAMORADEIRA FUNK
CACHORRA ESTUDO VAIDADE
DROGAS

Marianne Piemonte

Leandro Pimentel

Aos 39 anos, Fernanda Abreu continua com o mesmo suingue no jeitinho de falar da menina que aos 19 anos estourou com “Você Não Soube Me Amar”. Carioca da gema, foi uma das primeiras personalidades a fazer o funk cruzar a fronteira que separa a Zona Sul do resto da cidade. “Curto som de negão”, diz a cantora que, quando cita um hit funk, gosta de interpretar a música.

Filha de uma bibliotecária e um arquiteto, sempre estudou em escola pública, mas teve a praia de Ipanema como quintal, onde brincava depois da aula. No início dos anos 80, era freqüentadora assídua do Posto 9. Hoje, leva as filhas Sofia, de 8 anos, e Alice, com 1 ano e três meses, em Grumari, depois do Recreio dos Bandeirantes. “Tenho meu point lá”, diz a cantora. Além de administrar o lançamento do quarto disco, Entidade Urbana, e organizar uma turnê internacional do show, Fernanda se divide entre os papéis de mãe, esposa e dona-de-casa. Casada há 19 anos com o designer gráfico Luiz Stein, ela garante: “Minha casa tem dois chefes”.

O que você acha das adolescentes que engravidaram e contraíram aids nos bailes funk?
Há sete anos, o movimento foi reprimido porque saíram matérias sobre violência. Temo que aconteça isso de novo. Uma coisa é a utilização que a mídia faz disso. Outra, é subir o morro do Salgueiro e ir ao baile. Na tevê tem aquele bando de loira de academia mostrando o útero. Lá é diversão. Não tem essa glamourização com loiras, com silicone e meninas rebolando. Se está rolando a fileirinha, o lance é informar. Transar é legal, mas tem de ter camisinha. Essa história só rola porque é no morro, onde tem pobre e preto. Mas em apartamento na Zona Sul acontece bacanal regado a cocaína. Volta e meia despenca um lá de cima, mas ninguém fala nada.

No dia internacional da mulher, os principais jornais diziam em editoriais que enquanto cantarmos “Um Tapinha Não Dói” vai existir um abismo entre homens e mulheres. Qual sua opinião?
Não acho porque quem escreveu a letra da música é uma mulher, a MC Beth. E o “Me Chama de Cachorra”, foi a Tati Quebra Barraco. Acho que essas meninas estão se impondo em relação aos homens lá da comunidade, não estão submissas. Quando ela canta “pode vir meu bem de kawasaki e dinheiro no bolso”, ela quer dizer algo, tem uma voz. Quando tinha o axé era assim também, era mão na bundinha. A cultura da bunda sempre existiu. Tem um lado positivo, a gente é samba, carnaval. Por que essa repressão sexual? Vamos discutir o racismo, a ladroagem, a corrupção e não a vida sexual das meninas do morro. Temo que com todo esse alarde, a MC Beth nem escreva a próxima música. E aí, quando não se dá oportunidade para as pessoas carentes elas caem no crime. Depois reclamam que estão roubando tênis do filho.

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