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FERNANDA ABREU

09/04/2001

“Não sou mulherzinha” - CONTINUAÇÃO

Leandro Pimentel

Você veio de uma família de classe média e estudou em escola pública. Foi planejado?
Todos os irmãos da minha mãe estudaram em colégio particular jacobino e ela nunca se adaptou ao esquema. Era determinação dos meus pais que estudássemos em colégio público. Para ter pobre, rico, branco, preto, drogado. Com as minhas filhas eu pretendia fazer o mesmo, mas o ensino público no Rio praticamente não existe.

O Herbert Vianna disse uma vez que você é um general. Em casa é assim também?
Sou mandona e controladora, mas não autoritária. Sou carinhosa e assumo quando estou errada. Tenho dificuldade de perder o controle, mas não no sentido de reprimir, no de participar. Sei tudo o que acontece com a Sofia e com a Alice, o que comeram, se fizeram o dever. Não quero controlar ninguém. Gosto de estar perto, mas não encho o saco de marido. Minha mãe era assim.

Era muito namoradeira?
Era, mas não transei com um monte de gente. Tive muitos admiradores porque dançava bem e todos queriam dançar comigo. O primeiro beijo foi aos 13 anos, depois me apaixonei por uns 30. Com quinze me apaixonei pelo Daniel, com quem namorei dos 15 aos 19, sendo que com 18 começou a escorregar. Ele foi meu primeiro beijo de língua, sarro, mão no peito e transa.

Você recusa a imagem de mulher gostosa. Vê problema nisso?
Não, tanto que no palco danço de maneira sensual, mexo a bunda. Mas o Brasil tem uma cultura machista. É difícil ser bonita e provar que é inteligente. Precisei negar isso no começo da carreira. Se saísse de biquíni na capa do primeiro disco não ia conseguir me impor. Depois, no Da Lata, quando me senti à vontade, fiquei nua. Não sou contra as pessoas fazerem nu, mas acho delicado.

Posaria nua para uma revista?
Depende, para a Playboy não porque não me identifico. Fiz para a capa do meu disco e se algum amigo me convidar e o projeto for legal eu faço. Há um preconceito generalizado, eu mesma às vezes tenho que me brecar.

Incomoda-se em não ter mais 20 anos?
Adoro a minha idade. Tenho um pouco de preocupação e medo de perder agilidade. Não tenho vaidade física, adoraria fazer lipo, mas tenho medo. Vou ficar velha, velha. Queria ter preocupação com cremes, mas só uso protetor solar, mesmo assim esqueço na viagem. Para manter o corpo eu nado, faço aulas de balé, mas não puxo ferro porque acho que o corpo fica travado. Não sou mulherzinha e nunca fui. Não gosto de fofoca e não vou a cabeleireiro fazer a unha. Tenho outras prioridades.

Como a música entrou na sua vida?
Meus pais adoravam samba e formaram um grupo. Aprendi todos os sambas antigos. Cantei pela primeira vez com 13 anos na escola. Em paralelo, estava rolando a história de ser bailarina. Tinha um joelho para dentro e um pé torto e o médico indicou balé.

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