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26/03/2001

POR ONDE ANDAM

Os pais do Funk
Ídolos do soul brasileiro dos anos 70 voltam a balançar

Paula Alzugaray

Brother vem dançar/ Que a banda começou/ É o samba-soul/ Que outro brother me ensinou/ Vem dançar. O refrão de “Hora de União”, na voz aveludada de Lady Zu, incendiava os bailes de periferia no final dos anos 70. Ao contrário da Furacão 2000 - equipe de som que surgiu há 28 anos no subúrbio carioca e explodiu agora com um estilo muito diferente do que costumava divulgar –, o balanço do soul não pegou o bonde da mídia e do mercado fonográfico. “Nossos filhos estão aí dançando, mas fico um pouco triste que muitos ignorem o que fizemos”, diz o cantor e ator Tony Tornado. “A soul que fizemos nos 70 foi muito deturpada. Era coisa mais séria.”

Artistas como Carlos Dafé, Gerson King Combo e Tony Tornado, com discografias limitadas a dois LPs, dividem com Tim Maia, Cassiano e Dom Salvador a paternidade da música negra nacional. Seus discos viraram raridades e podem custar até R$ 200 em sebos.

Mais que música, eles fizeram um movimento de “conscientização racial”, chamado Black Rio. Algo que hoje se afina muito mais com o rap do que com o funk. “Percebi que o segmento de samba-soul estava sendo resgatado pela galera do hip hop e vi que tinha mercado para ser relançado”, conta o titã Charles Gavin, que organizou três coleções de relançamentos de soul nacional.

“Só tenho que agradecer a esses meninos por terem nascido. Estou aprendendo muito com o hip hop. O urso estava hibernando e eles acordaram”, diz Gerson King Combo, que 23 anos depois está gravando um CD e voltou à ativa em shows com a dupla Thaíde e DJ Hum e com o grupo Funk Como le Gusta.

Lady Zu, diva das pistas
Divulgação
A Donna Summer brasileira: “Eu aceito o novo funk porque temos de respeitar as novas gerações. Mas o rap é a nossa continuação”

A paulistana Zuleide Santos de Silva queria ser bailarina clássica, mas a vida quis que se tornasse Lady Zu, a diva da era disco. “Eu chorava quando via uma sapatilha de ponta, mas acabei criando uma nova forma de dançar”, diz a cantora, que explodiu em 1978, aos 17 anos, com o mega hit “A Noite Vai Chegar”.

A voz que pulsava na trilha da novela Dancin’ Days e nas discotecas, também embalou bailes black, cantando o samba-soul “Hora de União”, que exaltava a raça negra. “Misturei o funk com o samba, nossa raiz. Coloquei até tamborim na disco”, diz ela, que incluiu os dois sucessos no novo CD, que será lançado pela Abril Music.

Balanço temperado com romantismo e sensualidade continuam sendo os condimentos da música de Lady Zu, que preserva a mesma forma física aos 41 anos. “Chacrinha dizia que eu era sexy e mostrava a bunda sem mostrar a pele”, gaba-se.

Com um filho de 20 anos e uma filha de 18, a lady do soul brasileiro diz que é religiosa e “careta”, mas está antenada com os novos sons. “Estou muito bem assessorada em casa. Ouço de Djavan a Britney Spears”, diz Lady Zu, que chegou a gravar dois remixes com o DJ Hum e tem, entre as preferências musicais, Racionais MCs e Charlie Brown Jr. “Tenho amizade com todos eles. Quero mais é aprender com eles.”

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