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12/03/2001

SUCESSO

FLORA GIL
Amor em parceria
A mulher de Gilberto Gil organizou a vida financeira do marido e empresaria o camarote e o trio elétrico do cantor no Carnaval de Salvador

Luciana Pinsky, de Salvador

Beto Tchernobilsky
Flora impulsionou os negócios de Gil: “Se ele não quisesse, nada disso teria acontecido”

“Pê, vá comer. Eu sei que você está morrendo de fome”, sugere Flora ao marido, no terraço da ampla casa no Horto Florestal, bairro nobre de Salvador. Pê é Gilberto Gil, marido de Flora Gil há 21 anos.

Às vésperas do Carnaval, a mansão estava em polvorosa. A garagem acumulava material promocional do camarote Expresso 2222, organizado por Flora e um dos mais badalados da festa baiana, e jornalistas aguardavam uma entrevista do compositor.

A cantora Daniela Mercury chegou para uma reunião com Gil às 21h. Em seguida, o filho mais velho do casal, Bem, de 16 anos, retornou de uma viagem pelo litoral sul da Bahia. Apesar de atarefada, Flora fez questão de dar assistência aos 24 hóspedes que lotaram sua casa – uma das propriedades do casal – no Carnaval.

Ela alterna os papéis de esposa, dona-de-casa e mãe de três filhos – Bem, Isabela e José. O quarto papel é de multiempresária. Flora Giordano Gil Moreira supervisiona a Gege Produções, o selo de música Geléia Geral, é sócia da Refazenda Webdesign no Rio de Janeiro, da Alafia Produções e da Editora FG em Salvador. É dona, também, do selo Preta Music, editora que controla os direitos autorais das músicas de Gilberto Gil em Nova York. Esta onipresente paulistana de 40 anos, que administra a vida profissional do companheiro, deu impulso às finanças de Gil, assim como Paula Lavigne organizou os negócios do marido Caetano Veloso.

Beto Tchernobilsky
Carnaval na Bahia: sucesso garantido do camarote Expresso 2222

“Ela cuida do meu pai como cuida de mim e dos meus irmãos: resolve tudo, seja no camarote, no trio elétrico ou em casa”, diz Bem, o primogênito. Flora reconhece suas qualidades, mas credita a Gil o sucesso da família Moreira. “Se ele não quisesse nada disso teria acontecido”, diz ela. O fato é que no final dos anos 70 – quando o cantor se separou de Sandra, com quem teve cinco filhos –, ele já era um nome de peso da MPB, mas assinava contratos desvantajosos, fazia turnês de ônibus e tinha apenas um sítio em Jacarepaguá, onde morava.

Depois que Flora começou a trabalhar na Gege Produções, ela passou a ler os contratos minuciosamente e comprou briga com velhos amigos do cantor para reaver os direitos autorais de músicas antigas de Gil. Hoje, o padrão de vida e o patrimônio do casal – com imóveis em três cidades – em nada lembra os primeiros anos de vida em comum.

Gil e Flora apaixonaram-se no verão de 1980 em Salvador. Aos 19 anos, ela trocou a casa dos pais na capital paulista pelo sítio do compositor no Rio. Gil tinha 38 anos e três ex-mulheres. Os pais de Flora não gostaram nada da escolha. “Foi horrível, eles ficaram muito chateados comigo. Mas depois de um ano passaram a se dar muito bem com o Gil. É impossível não gostar dele”, derrete-se a empresária. “Nossa união é duradoura porque a gente quer isso”, retribui Gil.

Com Flora no nascimento de Isabela em 1988

Flora era gerente de uma loja quando seus patrões, satisfeitos com seu trabalho, ofereceram como prêmio férias na Bahia. Lá, ela assistiu a uma apresentação de Gil. Na saída, estava à procura de uma carona quando o próprio cantor se ofereceu para levá-la.

Depois disso, os dois se encontraram em shows e praias da cidade. “Ele começou a me paquerar e fez até uma música para mim”, conta. A admiração da fã logo progrediu para uma paixão. Flora voltou para São Paulo e Gil para o Rio. Ela foi visitá-lo algumas vezes até decidir-se pela mudança.

Largou a loja e ficou um ano sem trabalhar. “Até hoje sinto saudades do início. A gente ia para a praia, depois para o baixo Leblon com Caetano e eles ficavam tocando e jogando conversa fora até bem tarde. Dormíamos às sete da manhã e acordávamos às duas da tarde. De vez em quando Gil fazia shows”, conta.

A formalização da união só aconteceu em Salvador em 1988. Gil queria ser candidato a prefeito e amigos dele acharam que o casamento no papel seria politicamente interessante. O cantor acabou saindo para vereador e foi o mais votado da cidade. Flora continuou morando no Rio. “Ela tinha resistência de se transferir para cá, mas virou uma baiana com pulso paulista”, diz Ivana Souto, amiga e sócia de Flora.

A procura por bons serviços em Salvador acabou resultando no livro Guia 2000 – o Que Que a Bahia Tem, de autoria das duas e também de Kátia Badaró. Hoje, a ligação de Flora com Salvador ultrapassa os projetos profissionais. Apesar de se dizer católica, sempre que pode ela freqüenta o terreiro Ilê Omorode Axé Orixa N’la de pai Augusto. Com Mãe Menininha, descobriu que é filha de Ewa, orixá misterioso, invocado, arredio, valente e cismado. Características de Flora que talvez sejam uma pista para desvendar o sucesso do casal Gil Moreira.

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